- O vice-ministro para a América Latina da Venezuela, Rander Peña Ramírez, se reuniu com embaixadores de Brasil, Colômbia, Cuba, Bolívia e México em Caracas.
- O encontro abordou a crescente ameaça militar dos Estados Unidos na região, especialmente após a reeleição de Nicolás Maduro, não reconhecida por Brasil e Colômbia.
- Os diplomatas expressaram preocupação com a presença militar americana no Caribe e discutiram a necessidade de um posicionamento firme contra essa escalada.
- A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) já havia emitido uma declaração pedindo a proibição do uso da força e o respeito à soberania regional.
- A opinião pública na Venezuela é dividida, com apenas três por cento dos venezuelanos apoiando uma intervenção americana, enquanto exilados pressionam por ação militar.
Na última terça-feira, o vice-ministro para a América Latina da Venezuela, Rander Peña Ramírez, se reuniu com embaixadores de Brasil, Colômbia, Cuba, Bolívia e México em Caracas. O encontro teve como foco a crescente ameaça militar dos EUA na região, especialmente após a reeleição de Nicolás Maduro, não reconhecida por Brasil e Colômbia.
Durante a reunião, os diplomatas expressaram preocupação com a presença militar americana no Caribe, que gera temores de um possível ataque à Venezuela. Fontes afirmam que houve um consenso sobre a necessidade de um posicionamento mais firme contra a escalada militar dos EUA, seguindo uma declaração recente da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Este documento enfatiza a proibição do uso da força e o respeito à soberania dos países da região.
A situação é complexa, pois não há um consenso claro entre os países latino-americanos sobre como reagir. A Caricom, que reúne 15 nações caribenhas, solicitou que os EUA realizem consultas prévias antes de qualquer ação militar, mas o pedido não foi atendido. A possibilidade de um ataque específico, como a destruição de um laboratório de drogas na Venezuela, tem sido discutida por analistas, que acreditam que isso poderia desestabilizar a cúpula chavista.
Dentro da Venezuela, a opinião pública é dividida. Uma pesquisa da consultoria Datanálisis revela que apenas 3% dos venezuelanos apoiariam uma intervenção americana. Enquanto isso, exilados pressionam por uma ação militar, citando exemplos históricos de resistência. A administração de Maduro, acuada, busca apoio regional, mas a resposta dos países vizinhos dependerá de ações concretas dos EUA.
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