- O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou que classificará o movimento Antifa como “organização terrorista”, seguindo o exemplo de Donald Trump.
- Orbán criticou a ativista Ilaria Salis, que possui imunidade como eurodiputada, acusando-a de agredir neonazistas em uma marcha em 2023.
- O governo húngaro solicitou ao Parlamento Europeu o levantamento da imunidade de Salis, que será debatido na próxima terça-feira, com votação marcada para 7 de outubro.
- Orbán também se envolveu em uma disputa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, questionando a capacidade da Suécia de garantir segurança e Estado de direito.
- A tensão entre Orbán e Kristersson reflete divisões políticas na Europa sobre imigração e direitos humanos.
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, anunciou que seguirá o exemplo de Donald Trump ao classificar o movimento Antifa como “organização terrorista”. A declaração foi feita durante sua entrevista semanal, onde criticou a ativista Ilaria Salis, que possui imunidade como eurodiputada. Orbán a acusou de agredir participantes de uma marcha neonazista em 2023.
Salis, que foi presa em uma cela de máxima segurança, obteve imunidade após ser eleita para o Parlamento Europeu. O governo húngaro formalizou um pedido para que a Eurocâmara levantasse essa imunidade, e a questão será debatida na próxima terça-feira, com votação prevista para 7 de outubro. A ativista expressou esperança de que o Parlamento não ceda ao autoritarismo de Orbán.
Conflito com a Suécia
Além de atacar Salis, Orbán se envolveu em uma disputa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson. O húngaro criticou a Suécia, alegando que o país não consegue garantir a segurança de seus cidadãos e, portanto, não tem autoridade para dar lições sobre o Estado de direito. Kristersson respondeu que Orbán está nervoso devido às eleições que se aproximam e que sua retórica é uma tentativa de desviar a atenção de problemas internos.
Orbán tem utilizado a narrativa de uma decadência ocidental, associando-a à imigração e a valores que considera de esquerda. Ele se posiciona como defensor da segurança nacional, enquanto critica a abordagem de outros líderes europeus. A tensão entre Orbán e Kristersson reflete divisões políticas na Europa, especialmente em relação a questões de imigração e direitos humanos.
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