- O governo português anunciou o reconhecimento oficial da Palestina como Estado independente, programado para este domingo, antes da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
- A decisão é uma resposta à escalada da ofensiva israelense em Gaza e segue uma tendência de outros países, como França, Reino Unido e Canadá.
- O Ministério das Relações Exteriores de Portugal confirmou a medida, destacando que não havia obstáculos para apoiar a demanda palestina após discussões com diversas forças parlamentares.
- Portugal vinha debatendo o reconhecimento da Palestina há 15 anos, mas sua posição era cautelosa em relação a Israel.
- A Assembleia Geral da ONU aprovou recentemente uma resolução que permite a participação da Palestina por videoconferência, com 145 votos a favor e apenas cinco contra.
O governo português anunciou que reconhecerá oficialmente a Palestina como Estado independente neste domingo, antes da Assembleia Geral da ONU. A decisão surge em um contexto de crescente pressão internacional, especialmente após a escalada da ofensiva israelense em Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores de Portugal confirmou a medida, que se alinha a uma tendência observada em outros países, como França, Reino Unido e Canadá. O ministro Paulo Rangel destacou que não havia obstáculos para apoiar a demanda palestina, após meses de discussões com diversas forças parlamentares.
Contexto Histórico
Portugal vinha debatendo o reconhecimento da Palestina há 15 anos, com várias propostas apresentadas no Parlamento. A posição do país, até então cautelosa em relação a Israel, foi influenciada pela recente evolução da situação em Gaza, que uma comissão da ONU classificou como genocídio. O governo português defende a solução de dois Estados como a saída para o conflito.
A decisão de Portugal ocorre em um momento em que dez países se preparam para reconhecer a Palestina durante a cúpula da ONU. Além de Portugal e França, Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e San Marino também se manifestaram a favor do reconhecimento.
Repercussões na ONU
Na última sexta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que permite a participação da Palestina por videoconferência na 80ª sessão do organismo. A medida foi aprovada com 145 votos a favor e apenas cinco contra, refletindo um apoio significativo à causa palestina.
Israel criticou a resolução, considerando-a “vergonhosa” e alegando que não aborda a responsabilidade do Hamas no conflito. A declaração da ONU também propõe a criação de uma missão internacional temporária em Gaza, visando estabilizar a região e apoiar a formação de um Estado palestino soberano.
Atualmente, cerca de três quartos dos 193 Estados-membros da ONU reconhecem a Palestina, que declarou independência em 1988. Contudo, a expansão da colonização israelense e a situação em Gaza levantam preocupações sobre a viabilidade de um Estado palestino independente no futuro.
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