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El Clan del Golfo busca paz enquanto enfrenta o ELN por território de coca e ouro

Combates entre o ELN e o Clan do Golfo forçam famílias a deixar suas casas, enquanto o governo busca retomar negociações de paz na região.

Integrante do Clan del Golfo (Foto: Reprodução)
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  • O sul de Bolívar, na Colômbia, enfrenta uma crise humanitária com 500 famílias deslocadas devido a combates entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Clan do Golfo.
  • A violência na região aumentou nos últimos três anos, levando o governo colombiano a anunciar novas negociações de paz.
  • A disputa pelo controle da área, rica em recursos naturais como coca e ouro, intensifica os confrontos entre os grupos armados.
  • O uso de drones em ataques é uma nova preocupação, com registros de mortes e feridos entre as forças armadas.
  • As negociações de paz em Doha, Catar, continuam, mas a situação no sul de Bolívar desafia os esforços de pacificação.

Conflitos no Sul de Bolívar

O sul de Bolívar, na Colômbia, enfrenta uma grave crise humanitária, com 500 famílias deslocadas devido a intensos combates entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Clan do Golfo. A violência, que se intensificou nos últimos três anos, levou o governo colombiano a anunciar uma nova rodada de negociações de paz.

Os confrontos têm gerado um clima de medo e incerteza na região. Um líder social relatou que, ao retornar para casa, encontrou sua família e vizinhos já fugindo. “Quando nos dizem ‘ou desocupa ou não respondem por ninguém’, não há escolha a não ser abandonar o território,” afirmou. A situação é crítica, com a comunidade buscando abrigo em locais improvisados, como o coliseu de Arenal.

Motivos da Violência

A disputa pelo controle do sul de Bolívar é acirrada, uma vez que a região é rica em recursos naturais, incluindo coca e ouro. Segundo a ONU, é a quarta área com maior produção de coca na Colômbia, com 37.524 hectares cultivados em 2023. O Clan do Golfo, autodenominado Exército Gaitanista de Colômbia, possui cerca de 10.000 integrantes e busca expandir seu domínio, enquanto o ELN, a guerrilha mais antiga do país, tenta manter sua influência.

A intensificação dos combates é parte de um plano do Clan do Golfo, que, segundo especialistas, busca garantir uma posição forte nas negociações de paz. Elizabeth Dickinson, analista do International Crisis Group, destacou que o grupo quer assegurar seu domínio territorial, essencial para suas operações financeiras.

Uso de Drones e Ações Militares

Recentemente, o uso de drones em ataques se tornou uma nova preocupação para as autoridades. Em um incidente, dois soldados foram mortos e quatro ficaram feridos em um ataque com explosivos lançados por um drone. “Nunca vi uma situação tão grave no sul de Bolívar,” disse Amaranto Daniels, diretor do Instituto Internacional de Estudos do Caribe.

Além do ELN e do Clan do Golfo, as disidências das extintas FARC também estão presentes na região, aumentando a complexidade do conflito. A tensão entre os grupos armados pode resultar em um recrudescimento da violência, com a possibilidade de novos confrontos.

Enquanto isso, as negociações de paz em Doha, Catar, continuam, mas a realidade no sul de Bolívar desafia os compromissos assumidos. A população local clama por proteção e um fim à violência que assola suas comunidades.

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