- A PEC da Blindagem, que dificulta ações penais contra parlamentares, foi aprovada na Câmara, mas enfrenta resistência no Senado.
- O relator Alessandro Vieira e outros senadores criticaram a proposta, que amplia o foro privilegiado e dificulta a prisão de congressistas.
- A PEC precisa de 49 votos para ser aprovada, mas já conta com 46 senadores contrários, superando os 33 necessários para rejeição.
- Manifestações contra a PEC ocorreram em todo o Brasil, com apoio de artistas e pedidos de desculpas de deputados que inicialmente a apoiaram.
- A votação deve ser pautada pela Comissão de Constituição e Justiça, onde a maioria já se posicionou contra a proposta.
A PEC da Blindagem, que visa dificultar ações penais contra parlamentares, enfrenta forte resistência no Senado, onde a maioria já se manifestou contra a proposta. A medida, aprovada rapidamente na Câmara, gera polêmica por ampliar o foro privilegiado e tornar quase impossível a prisão de congressistas.
Senadores, incluindo o relator Alessandro Vieira, criticaram a proposta, afirmando que ela cria uma imunidade total para crimes. A PEC precisa de 49 votos para ser aprovada, mas já conta com 46 senadores contrários, superando os 33 necessários para sua rejeição. A resistência é ampla, abrangendo partidos como PT, PL e até o centrão.
Manifestações e Reações
A impopularidade da PEC gerou manifestações em todo o Brasil, com apoio de artistas como Caetano Veloso e Anitta. Quatro deputados que inicialmente apoiaram a proposta pediram desculpas publicamente, expressando arrependimento por suas decisões. O clima de descontentamento reflete a pressão popular contra a medida.
A votação no Senado deve ser pautada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a maioria já se posicionou contra a PEC. O presidente da CCJ, Otto Alencar, e o vice, Vanderlan Cardoso, também manifestaram oposição. A expectativa é que a discussão se intensifique nos próximos dias, com a possibilidade de audiências públicas.
Cenário Político
A resistência à PEC da Blindagem é um reflexo do clima de desconfiança em relação a medidas que possam proteger figuras públicas de responsabilização. A cientista política Gabriela Testa sugere que a diferença nas formas de eleição entre Câmara e Senado contribui para essa resistência, já que senadores são mais expostos ao julgamento do eleitorado.
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