- Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), vários países anunciarão o reconhecimento oficial do Estado Palestino.
- Entre os apoiadores estão membros do G-7, como França e Canadá, além de Portugal e Bélgica.
- O Brasil, sob a liderança do governo Lula, espera que 150 dos 193 membros da ONU se alinhem a essa posição.
- A Assembleia Geral deve resultar em uma nova condenação a Israel, que é visto como vilão global, especialmente devido às suas ações em Gaza e na Cisjordânia.
- O Brasil liderará uma conferência em defesa da democracia e contra extremismos, em parceria com a Espanha, sem a presença do governo dos Estados Unidos.
Durante a Assembleia Geral da ONU, que terá início na próxima terça-feira, vários países anunciarão o reconhecimento oficial do Estado Palestino. Entre os apoiadores estão membros do G-7, como França e Canadá, além de Portugal e Bélgica. O Brasil, sob a liderança do governo Lula, expressou satisfação com esses reconhecimentos e espera que 150 dos 193 membros da ONU se alinhem a essa posição.
Fontes oficiais brasileiras afirmam que Israel já é visto como vilão global, e a Assembleia Geral deve marcar um novo momento de condenação ao país. O Brasil participará de uma conferência sobre a solução de dois Estados, organizada pela Arábia Saudita e França, em Nova York. O presidente francês, Emmanuel Macron, tem trabalhado para convencer outros países a se unirem a essa causa.
Embora o reconhecimento do Estado Palestino não passe pelo Conselho de Segurança da ONU devido ao poder de veto dos Estados Unidos, a expectativa é de que o termo genocídio seja mencionado em muitos discursos. A crescente condenação a Israel é atribuída às suas ações em Gaza e na Cisjordânia. Para o governo brasileiro, a falta de condenação a Israel tornaria incoerente a postura da Europa em relação à Rússia.
Agenda do Brasil na ONU
O presidente Lula terá uma agenda cheia em Nova York, com vários encontros bilaterais, embora não tenha confirmação de todos. Um possível encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ainda está em aberto, enquanto um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi descartado.
Na quarta-feira, o Brasil, em parceria com a Espanha, liderará um encontro em defesa da democracia e contra extremismos, sem a presença do governo Trump. O evento do ano passado contou com a participação de funcionários de baixo escalão da administração Biden, evitando atritos com o então candidato republicano. A ausência de Trump é vista como uma decisão consensual entre os organizadores, que consideram incoerente convidar o líder da extrema direita global.
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