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China hesita em assumir liderança em organismos internacionais após saída dos EUA

Cortes nas contribuições dos Estados Unidos resultaram em uma crise financeira na Organização Mundial da Saúde e na ONU, com prejuízos orçamentários significativos.

Presidente da China, Xi Jinping, em evento oficial (Foto: Reprodução)
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  • Os Estados Unidos, durante a administração de Donald Trump, se afastaram de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unesco, resultando em cortes de programas de auxílio.
  • A saída dos EUA da OMS, onde representavam 18% do orçamento, causou uma previsão de redução de receitas de 20%, totalizando US$ 4,2 bilhões.
  • Embora países como China, Catar e Suíça tenham prometido contribuições, o valor total de US$ 170 milhões é insuficiente para cobrir a perda.
  • A Unesco e o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) também foram impactados, com a ONU cortando 17% de seu orçamento, equivalente a US$ 600 milhões.
  • A estratégia de Trump, que incluiu o fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), resultou em cortes em programas de saúde e projetos civis em várias regiões.

Os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, adotaram uma postura de desengajamento em relação a organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unesco, resultando em cortes significativos de programas de auxílio. Essa retirada, que começou em 2017, teve um impacto profundo nas finanças dessas instituições.

A saída dos EUA da OMS, onde os americanos representavam 18% do orçamento, levou a uma previsão de receitas reduzida em 20%, totalizando US$ 4,2 bilhões. Embora países como China, Catar e Suíça tenham prometido contribuir com US$ 170 milhões, isso ainda é insuficiente. Em 2024, as contribuições da China foram de US$ 202 milhões, em comparação com US$ 959 milhões dos EUA, evidenciando a dificuldade de compensar a perda.

Impacto nas Organizações Internacionais

Além da OMS, a retirada dos EUA afetou a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos da ONU. A Unesco, que já enfrentava desafios orçamentários, agora precisa ajustar programas essenciais, como o apoio à educação de meninas em áreas de conflito. A China, embora seja o segundo maior contribuinte da ONU, tem atrasado seus pagamentos, o que prejudica a execução de projetos.

Com a redução das contribuições americanas, a ONU foi forçada a cortar 17% de seu orçamento, equivalente a US$ 600 milhões. O desengajamento dos EUA abriu espaço para que outros países tentassem aumentar sua influência, mas a China parece hesitante em assumir esse papel, optando por estratégias de investimento em vez de doações.

O Futuro das Contribuições Internacionais

A estratégia de Trump, que incluiu o congelamento de ajuda externa e o fechamento da Usaid, resultou em cortes em programas de saúde e projetos civis em diversas regiões, como Etiópia, Haiti e Síria. A abordagem chinesa, focada em empréstimos e investimentos, não é capaz de suprir a lacuna deixada pela ajuda americana.

O cenário atual revela que, apesar das expectativas de que outros países ocupassem o espaço deixado pelos EUA, a realidade é uma crise financeira em organismos internacionais, sem que haja uma substituição efetiva da influência e do apoio americanos.

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