- Portugal anunciou o reconhecimento oficial do Estado da Palestina no dia 22 de setembro de 2025.
- A declaração foi feita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na sede da missão portuguesa junto às Nações Unidas.
- Rangel destacou a importância de uma solução de dois Estados e a necessidade de retomar as negociações de paz no Oriente Médio.
- O reconhecimento se alinha a uma tendência crescente, com países como Reino Unido, Canadá e Austrália adotando a mesma posição.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou que não haverá um Estado palestino, prometendo uma resposta a essa onda de reconhecimentos.
Portugal anunciou, neste domingo (22), o reconhecimento oficial do Estado da Palestina. A declaração foi feita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na sede da missão portuguesa junto às Nações Unidas. Rangel enfatizou que Portugal apoia a solução de dois Estados, destacando a importância de retomar as negociações de paz no Oriente Médio.
O reconhecimento de Portugal se alinha a uma tendência crescente, com países como Reino Unido, Canadá e Austrália formalizando a mesma posição no mesmo dia. Este movimento ocorre em meio a uma pressão internacional crescente para que Israel e a Autoridade Palestina avancem nas discussões sobre uma coexistência pacífica. A expectativa é que mais países europeus, como a França, sigam o exemplo nas próximas semanas.
Em resposta a esses reconhecimentos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou que “não haverá um Estado palestino”. Em uma declaração gravada, Netanyahu prometeu uma resposta a essa onda de reconhecimentos após seu retorno da Assembleia Geral da ONU. Ele afirmou que a criação de um Estado palestino a oeste do rio Jordão não será permitida.
A situação na Faixa de Gaza, onde os conflitos resultaram em mais de 65 mil mortes, segundo dados palestinos, intensifica o debate sobre a solução de dois Estados. O reconhecimento da Palestina por diversas nações reflete a complexidade e a urgência da questão, que continua a ser um ponto de tensão nas relações internacionais.
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