- Os Estados Unidos ampliaram sanções contra autoridades brasileiras, incluindo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
- As sanções foram anunciadas em 22 de setembro, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
- As medidas incluem congelamento de bens e proibição de transações financeiras com entidades americanas, afetando também uma empresa de Viviane e seus filhos.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, criticou Moraes, acusando-o de liderar uma “campanha opressiva de censura” e insinuando a cumplicidade de Viviane.
- O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou indignação, considerando as sanções uma ingerência nos assuntos internos do país.
Os Estados Unidos ampliaram as sanções contra autoridades brasileiras, incluindo a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 22 de setembro, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
As novas sanções incluem o congelamento de bens e a proibição de transações financeiras com entidades americanas, afetando também uma empresa de Viviane e seus filhos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, criticou Moraes, afirmando que ele lidera uma “campanha opressiva de censura” e “detenções arbitrárias”. Bessent comparou a situação a um famoso casal de criminosos, insinuando que não há ação sem a cumplicidade de Viviane.
Além de Moraes e sua esposa, outras autoridades brasileiras foram sancionadas, incluindo o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e o ex-advogado-geral da União, José Levi. A lista de sancionados também abrange juízes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As sanções foram aplicadas sob a Lei Magnitsky, que permite ao governo dos EUA punir indivíduos por violações de direitos humanos sem a necessidade de condenação judicial.
Reações do Governo Brasileiro
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou indignação com as sanções, considerando-as uma ingerência nos assuntos internos do Brasil. O Itamaraty afirmou que a aplicação da Lei Magnitsky representa uma ofensa às relações bilaterais. Moraes, que já havia sido sancionado em julho, reiterou que as medidas são uma violação da soberania nacional.
As sanções ocorrem em um contexto de crescente polarização política no Brasil, com manifestações contra a anistia proposta por bolsonaristas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia sinalizado que novas medidas seriam anunciadas em resposta à condenação de Bolsonaro, reforçando a postura americana em relação a abusos de direitos humanos no país.
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