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França reconhece oficialmente a Palestina e desafia EUA e Israel na ONU

França se junta a mais de 145 países no reconhecimento da Palestina, enquanto Israel e EUA reagem com ameaças de retaliação diplomática.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Abertura do Debate Geral da 79ª Sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York (Foto: Reprodução)
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  • A França reconheceu oficialmente o Estado da Palestina na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova Iorque no dia 22 de setembro de 2025.
  • O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a decisão, que se junta ao apoio de mais de 145 países à causa palestina.
  • Outros países, como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, também formalizaram seu reconhecimento no dia anterior.
  • A decisão gerou reações negativas de Israel e dos Estados Unidos, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que “nunca haverá um Estado palestino”.
  • O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que não pôde comparecer pessoalmente, considerou o reconhecimento um passo essencial para a paz.

A França reconheceu oficialmente o Estado da Palestina durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, que teve início em Nova Iorque nesta segunda-feira, 22. A decisão, anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ocorre em um contexto de crescente apoio internacional à causa palestina, com mais de 145 países já manifestando apoio à iniciativa.

O reconhecimento francês se alinha a outros países que também formalizaram sua posição, como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, no último domingo. Essa adesão representa um marco significativo, considerando que a Argélia foi a primeira a reconhecer a Palestina em 1988, abrindo caminho para outros países africanos e do Leste Europeu.

Reações de Israel e EUA

A decisão da França gerou reações adversas de Israel e dos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou que “nunca haverá um Estado palestino” e ameaçou intensificar a colonização na Cisjordânia. Washington, por sua vez, sinalizou que pode adotar medidas de retaliação diplomática contra Paris e outros países europeus que se juntarem ao movimento.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, minimizou as ameaças de retaliação, enfatizando que a política israelense é uma “anexação insidiosa”. Guterres também lembrou que o governo Netanyahu foi acusado de “genocídio” em Gaza, onde mais de 65 mil palestinos morreram desde o início da guerra em outubro de 2023.

Mahmoud Abbas e o Futuro da Palestina

Impossibilitado de viajar a Nova Iorque devido a restrições de visto, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursará por videoconferência. Ele considerou os reconhecimentos como um “passo essencial para uma paz justa e duradoura”. A expectativa agora se volta para a participação do presidente americano, Donald Trump, que deve se pronunciar na terça-feira, e de Netanyahu, que falará na sexta-feira.

A crescente aceitação do Estado da Palestina por nações ocidentais pode alterar a dinâmica do conflito, pressionando Israel a reconsiderar sua postura em relação à criação de um Estado palestino.

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