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Manifestantes pró-Palestina protestam na Itália enquanto governo rejeita reconhecimento

Protestos em várias cidades italianas reúnem cerca de 70 mil pessoas em apoio à Palestina e criticam a postura do governo sobre o reconhecimento do Estado palestino

Manifestantes pró-Palestina seguram bandeiras da USB e uma faixa com os dizeres “Contra a guerra e o genocídio. Greve geral” durante uma greve nacional em Turim, na Itália (Foto: Reprodução)
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  • Protestos massivos ocorreram na Itália em 22 de outubro de 2023, em várias cidades, incluindo Roma, Milão e Bolonha.
  • As manifestações foram em resposta à recusa do governo de Giorgia Meloni em reconhecer o Estado palestino e denunciavam o que os manifestantes chamam de “genocídio em Gaza”.
  • Em Roma, cerca de 20 mil pessoas se reuniram em frente à estação ferroviária Termini, enquanto em Milão, a presença foi de 50 mil manifestantes, que queimaram uma bandeira dos Estados Unidos.
  • A greve geral convocada por líderes sindicais afetou o transporte público, com interrupções em ônibus e metrôs.
  • O governo italiano condenou a ofensiva israelense, mas não implementou sanções comerciais propostas pela União Europeia, apesar do apoio popular ao reconhecimento da Palestina.

Em meio à escalada do conflito em Gaza, a Itália vivenciou protestos massivos nesta segunda-feira, 22 de outubro de 2023. As manifestações ocorreram em várias cidades, incluindo Roma, Milão e Bolonha, em resposta à postura do governo de Giorgia Meloni, que se recusa a reconhecer o Estado palestino. Os manifestantes, que se mobilizaram em apoio à Palestina, denunciaram o que chamam de “genocídio em Gaza”.

Cerca de 20 mil pessoas se reuniram em Roma, em frente à estação ferroviária Termini, onde muitos estudantes expressaram sua indignação. Os protestos foram marcados por gritos de “Palestina livre!” e faixas com mensagens de apoio aos palestinos. Em Milão, os organizadores relataram a presença de 50 mil manifestantes, que queimaram uma bandeira dos EUA. A greve geral convocada por líderes sindicais afetou o transporte público, com interrupções em ônibus e metrôs.

Reação do Governo

O governo italiano, sob a liderança de Meloni, mantém uma posição cautelosa em relação ao reconhecimento da Palestina, apesar da pressão popular. Embora tenha condenado a ofensiva israelense, o governo não implementou sanções comerciais propostas pela União Europeia. Uma pesquisa recente revelou que quase 64% dos italianos consideram a situação humanitária em Gaza “muito grave”, e 41% apoiam o reconhecimento do Estado palestino.

Os protestos também foram acompanhados de confrontos em algumas cidades. Em Bolonha, a polícia utilizou jatos de água para dispersar os manifestantes, enquanto em Milão houve relatos de violência entre manifestantes e forças de segurança. A mobilização ocorre em um contexto de crescente apoio internacional ao reconhecimento da Palestina, com várias nações levantando a bandeira em busca de um acordo de paz na Assembleia Geral da ONU.

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