- O ministro da Agricultura da Espanha, Luis Planas, pediu a ratificação urgente do acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul.
- Ele afirmou que não se deve perder tempo nesse processo, que envolve 700 milhões de pessoas.
- Planas destacou que a ratificação permitirá a aplicação provisória das disposições comerciais do acordo.
- A Comissão Europeia considera a possibilidade de um pacto provisório, que pode ser assinado na cúpula do Mercosul em dezembro em Brasília.
- Durante o Conselho de ministros, os ministros europeus também discutirão outros acordos comerciais, incluindo um com os Estados Unidos.
O ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas, destacou a necessidade urgente de ratificação do acordo de associação entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Em declarações à imprensa, ele afirmou que “não se deve perder um minuto” nesse processo, que envolve 700 milhões de pessoas nos quatro países do Mercosul e nos 27 da UE. Planas fez essas declarações ao chegar a um Conselho de ministros comunitários da Agricultura.
O ministro acredita que o avanço na ratificação permitirá a entrada em vigor provisória das disposições comerciais do acordo. Ele ressaltou que as medidas de salvaguarda e monitoramento incluídas no pacto são robustas e atendem às preocupações de alguns Estados-membros. “Neste momento, ninguém mais tem desculpa para não ratificar o acordo com o Mercosul”, afirmou Planas.
Pacto Provisório
A possibilidade de um pacto provisório, que permitiria a aplicação imediata das disposições comerciais sem a necessidade de aprovação individual de cada Estado-membro, ganhou força. A Comissão Europeia anunciou que esse pacto poderá ser assinado na cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, marcada para dezembro em Brasília. O acordo completo, que incluirá disposições políticas, ainda precisará ser ratificado por cada Estado-membro.
Planas também mencionou que, durante o Conselho, os ministros europeus discutirão outros acordos comerciais, como o firmado com os Estados Unidos. Embora a Espanha tenha apoiado esse pacto, o ministro expressou descontentamento, afirmando que representa uma alternativa a um vácuo tarifário. Ele destacou que apenas 5% das exportações agroalimentares espanholas são afetadas, incluindo produtos como azeite de oliva e vinho, e incentivou a Comissão Europeia a buscar um acordo de tarifa zero para esses itens.
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