- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o julgamento do Núcleo 4 da trama golpista relacionada às eleições de 2022.
- O despacho foi feito em 22 de setembro e Moraes pediu ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que agende as datas para o julgamento.
- O Núcleo 4 é composto por militares e um policial federal, acusados de organizar ações de desinformação e ataques a instituições.
- Os réus incluem um major, um tenente-coronel, um coronel e um policial federal, entre outros.
- Até agora, apenas os integrantes do Núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram condenados. Os núcleos 2 e 3 também estão programados para julgamento ainda este ano.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o julgamento do Núcleo 4 da trama golpista relacionada às eleições de 2022. O despacho foi feito nesta segunda-feira, 22, e Moraes solicitou ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que agende as datas para o julgamento. Este núcleo é composto por militares e um policial federal, acusados de organizar ações de desinformação e ataques a instituições.
Os réus do Núcleo 4 incluem Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército; Ângelo Martins Denicoli, também major da reserva; Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel; Reginaldo Vieira de Abreu, coronel; Marcelo Araújo Bormevet, policial federal; e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa esses indivíduos de disseminar informações falsas sobre o processo eleitoral.
Outros Núcleos em Julgamento
Até o momento, apenas os integrantes do Núcleo 1, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foram condenados. Além do Núcleo 4, os núcleos 2 e 3 também estão programados para julgamento ainda este ano. O Núcleo 2 é focado em gerenciamento de ações, enquanto o Núcleo 3 envolve ações coercitivas, com a participação de dez militares.
O pedido de Moraes para o agendamento do julgamento ocorre após o término do prazo para as alegações finais das defesas. A expectativa é que os processos relacionados a essa trama sejam concluídos até 2025, evitando interferências no calendário eleitoral de 2026. A condução dos julgamentos deve ser transferida para Flávio Dino após o término da presidência de Zanin, que se encerra no final de setembro.
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