- Donald Trump publicou um vídeo em sua rede social, criticando um treinamento militar da Venezuela.
- O treinamento, que envolve a instrução de civis no uso de armas, foi anunciado por Nicolás Maduro em resposta à presença militar dos Estados Unidos no Caribe.
- A Força Armada Nacional Bolivariana começou a se deslocar para comunidades para treinar voluntários.
- Os Estados Unidos intensificaram operações no Caribe, alegando vínculos do governo venezuelano com o narcotráfico e oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro.
- Líderes da oposição apoiam a presença militar americana, enquanto Maduro e seu ministro da Defesa afirmam que isso representa uma ameaça à soberania da Venezuela.
Donald Trump publicou um vídeo em sua rede social, zombando de um treinamento militar realizado pela Venezuela, em meio a crescentes tensões entre os EUA e o regime de Nicolás Maduro. No vídeo, Trump descreve a situação como uma “séria ameaça”, referindo-se ao treinamento de civis no uso de armas, anunciado por Maduro em resposta à presença militar americana no Caribe.
A medida de Maduro, que começou no último sábado (20), envolve a Força Armada Nacional Bolivariana indo até comunidades para instruir voluntários. O ditador afirmou que esta é a primeira vez que a estrutura militar se desloca diretamente à população, enfatizando a importância da ação em um contexto de atrito com os EUA, que justificam sua presença na região como parte de uma luta contra o narcotráfico.
Ação Militar dos EUA
Recentemente, os EUA intensificaram suas operações no Caribe, alegando ter destruído três embarcações ligadas ao narcotráfico, resultando em pelo menos 14 mortes. A Casa Branca acusa o governo venezuelano de manter vínculos com o tráfico de drogas e, em agosto, ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro, que não é reconhecido como líder legítimo por Washington e por várias democracias da região.
Líderes da oposição, como Edmundo González e María Corina Machado, manifestaram apoio ao destacamento militar americano, que Maduro considera uma agressão. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, declarou que há uma “guerra não declarada” contra o país, reforçando a narrativa de que a presença militar dos EUA representa uma ameaça à soberania venezuelana.
Reações Internas
González, exilado na Espanha, e Corina, que se encontra na clandestinidade, pediram a restauração da democracia na Venezuela. Eles afirmaram que a população deve forçar a saída do regime de Maduro. Henrique Capriles, que já concorreu à presidência, se posicionou contra uma possível intervenção militar americana, destacando a complexidade da situação política no país.
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