- A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a indicação de Wagner Rosário para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) com 59 votos a favor e 16 contra.
- A votação ocorreu em 23 de setembro de 2025, superando a exigência de 48 apoios.
- Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, enfrentou críticas da oposição por seu histórico, incluindo uma reunião ministerial em 2022 sobre urnas eletrônicas.
- O deputado estadual Carlos Giannazi (Psol) considerou “inadmissível” que alguém com esse histórico analise as contas do estado.
- Rosário assume a vaga deixada por Antonio Roque Citadini e receberá um salário mensal superior a R$ 44 mil.
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (23), a indicação de Wagner Rosário para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A votação resultou em 59 votos a favor e 16 contra, superando a exigência de 48 apoios. Rosário assume a vaga deixada por Antonio Roque Citadini, aposentado há pouco mais de um mês.
A aprovação de Rosário, ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, gerou polêmica. A oposição criticou seu histórico, especialmente sua participação em uma reunião ministerial em 2022, onde discutiu medidas para desacreditar as urnas eletrônicas. O deputado estadual Carlos Giannazi (Psol) afirmou que é “inadmissível” que alguém com esse histórico analise as contas do estado.
A votação foi marcada por tentativas de obstrução por parte da oposição, que buscou atrasar a aprovação. Apesar disso, a sessão prosseguiu, e a indicação foi aprovada. O deputado Barros Munhoz (PSDB) defendeu Rosário, ressaltando seu currículo e afirmando que ele nunca foi processado.
Rosário, que terá um cargo vitalício e um salário mensal superior a R$ 44 mil, já ocupou a CGU entre junho de 2017 e dezembro de 2022. Sua gestão foi marcada por controvérsias, incluindo a CPI da Covid, que investigou irregularidades na compra de vacinas. A aprovação de sua indicação representa um desdobramento significativo na política paulista, refletindo divisões entre governo e oposição.
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