- A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) é um espaço histórico para críticas às políticas dos Estados Unidos.
- Em 11 de dezembro de 1964, Che Guevara, então ministro da Indústria de Cuba, fez um discurso marcante, criticando o imperialismo e as ações dos EUA.
- Guevara denunciou o controle dos EUA sobre Porto Rico e condenou o apartheid na África do Sul, clamando por desarmamento e retirada das tropas americanas de Cuba.
- Outros líderes, como Fidel Castro, Yasser Arafat e Hugo Chávez, também usaram a tribuna da ONU para criticar os EUA, mostrando a diversidade de opiniões no espaço.
- Especialistas afirmam que a Assembleia Geral é fundamental para a democracia multilateral, embora a administração Trump tenha tentado restringir a entrada de líderes considerados hostis.
A Assembleia Geral da ONU tem sido um palco histórico para críticas às políticas dos Estados Unidos, com discursos marcantes de líderes como Che Guevara e Fidel Castro. Em 11 de dezembro de 1964, Guevara, então ministro da Indústria de Cuba, fez um discurso emblemático que se tornou um marco na Guerra Fria. Ele utilizou a tribuna da ONU para criticar o imperialismo e as ações dos EUA, destacando a opressão dos povos e a necessidade de apoio internacional.
Durante seu pronunciamento, Guevara denunciou o controle dos EUA sobre Porto Rico, afirmando que os soldados porto-riquenhos eram usados como “bucha de canhão” em guerras imperialistas. Ele também condenou o apartheid na África do Sul e os efeitos da colonização no continente africano. O guerrilheiro cubano clamou por um desarme geral e pela retirada das tropas americanas de Cuba, incluindo a base de Guantánamo.
O discurso de Guevara não foi um caso isolado. Fidel Castro, que discursou na ONU diversas vezes, detém o recorde do pronunciamento mais longo da história da Assembleia, com 269 minutos em 1960. Outros líderes, como Yasser Arafat e Hugo Chávez, também usaram a tribuna para criticar os EUA, evidenciando a função da ONU como espaço para vozes divergentes.
Especialistas em relações internacionais destacam que a Assembleia Geral é um espaço para o exercício da democracia multilateral. A diversidade de opiniões é fundamental, permitindo que líderes expressem suas visões e reivindicações. O cientista político Márcio Coimbra observa que, apesar da importância desse espaço, a administração Trump buscou restringir a entrada de líderes considerados hostis, refletindo um temor em relação ao uso da ONU para promover agendas antiamericanas.
A Assembleia da ONU, portanto, continua a ser um palco de disputas retóricas e políticas, onde líderes de diferentes nações se reúnem para debater e criticar, reafirmando a relevância do diálogo internacional em um mundo polarizado.
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