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Justiça emite oitavo mandado de prisão por assassinato de delegado Ruy Ferraz

Polícia investiga mais suspeitos e analisa impressões digitais em novos endereços relacionados ao assassinato do ex-delegado-geral.

Ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no litoral paulista (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Civil de São Paulo investiga o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro em Praia Grande.
  • O crime envolveu um ataque a tiros de fuzil, com o veículo da vítima sendo atingido por 29 disparos.
  • A Justiça decretou a prisão de um oitavo suspeito, cuja identidade não foi divulgada.
  • Quatro suspeitos estão detidos e outros quatro permanecem foragidos.
  • As investigações incluem a análise de impressões digitais e a busca por mais envolvidos no crime.

A Polícia Civil de São Paulo intensifica as investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro em Praia Grande. O crime, que chocou a sociedade, resultou em um ataque a tiros de fuzil, onde o veículo da vítima foi atingido por 29 disparos. Até o momento, oito mandados de prisão foram expedidos, com quatro suspeitos já detidos e outros quatro foragidos.

Na última terça-feira (23), a Justiça decretou a prisão de um oitavo suspeito, cuja identidade não foi divulgada. As investigações estão sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tem realizado buscas e ouvido testemunhas. Entre os detidos, William Marques, proprietário da casa onde um fuzil utilizado no crime foi supostamente retirado, e Dahesly Oliveira Pires, que transportou a arma, se destacam.

Detalhes do Crime

Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi assassinado enquanto saía da prefeitura de Praia Grande. O ataque foi executado por homens encapuzados que dispararam contra seu carro em plena via pública. Imagens do momento mostram a tentativa de fuga da vítima, que colidiu com dois ônibus antes de ser alvejado. Além de Fontes, duas pessoas que passavam pelo local também ficaram feridas.

As investigações revelam que Dahesly, presa na semana passada, tem antecedentes por tráfico de drogas e admitiu saber que transportava um fuzil. A polícia também busca outros suspeitos, incluindo Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, cujos DNAs foram encontrados em veículos relacionados ao crime. A busca por Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, namorado de Dahesly, também continua, pois ele é considerado um dos responsáveis pela solicitação da arma.

O ex-delegado-geral, que ocupou o cargo entre 2019 e 2022, era um alvo em potencial de facções criminosas devido ao seu histórico de combate ao crime organizado. A repercussão do caso continua a mobilizar a polícia, que está determinada a esclarecer todos os detalhes do assassinato e prender os envolvidos.

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