- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, no dia 23 de setembro.
- Este foi o primeiro contato entre os líderes desde a posse de Trump, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
- Durante a conversa, Trump afirmou que ambos se abraçaram e planejaram um novo encontro para a próxima semana.
- Lula criticou as sanções em seu discurso na ONU, defendendo a soberania do Brasil e mencionando a crise do multilateralismo.
- A próxima reunião pode abordar temas como comércio, meio ambiente e segurança, em meio a tensões nas relações bilaterais.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram uma breve conversa durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira, 23 de setembro. Este encontro marca a primeira interação entre os líderes desde a posse de Trump, que impôs sanções ao Brasil, incluindo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Durante a conversa, Trump mencionou que ambos se abraçaram e combinaram um novo encontro para a próxima semana. O ex-presidente americano descreveu o momento como uma “boa conversa” e destacou a “excelente química” entre os dois. Apesar do tom positivo, a relação entre os países ainda é marcada por tensões, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula, em seu discurso na ONU, criticou as sanções e reafirmou a soberania do Brasil, destacando que tais ações são um reflexo da crise do multilateralismo. Ele também se referiu à ingerência em assuntos internos e à atuação de uma extrema direita que busca promover ações contra o país. A expectativa é que a próxima conversa entre os líderes aborde temas como comércio, meio ambiente e segurança.
Além disso, a conversa entre Lula e Trump ocorre em um contexto de crescente pressão dos EUA sobre o Brasil, especialmente em relação ao julgamento de Bolsonaro. O governo americano tem classificado o processo como uma “caça às bruxas”, enquanto o Brasil busca negociar a suspensão das tarifas e a normalização das relações. A próxima reunião, agendada para a próxima semana, pode ser crucial para o futuro das relações bilaterais.
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