- Um relatório da Missão Independente de Determinação de Fatos da Organização das Nações Unidas (ONU) revela a deterioração da situação dos direitos humanos na Venezuela.
- O documento aponta 823 prisões políticas e casos de violência sexual em prisões, com a repressão aumentando após as eleições presidenciais de 2024.
- Entre os detidos, há cerca de 100 mulheres e 89 cidadãos estrangeiros. O governo de Nicolás Maduro nega as alegações de abusos, mas a ONU destaca a falta de garantias judiciais.
- O representante da Espanha na ONU, Marcos Gómez, pediu a libertação imediata de 20 cidadãos espanhóis detidos, denunciando a negação de visitas consulares.
- O relatório também menciona casos de tortura e práticas de escravidão sexual em prisões, evidenciando a urgência de negociações para resolver a crise política no país.
A situação dos direitos humanos na Venezuela se deteriora, conforme um novo relatório da Missão Independente de Determinação de Fatos da ONU. O documento revela 823 prisões políticas e casos alarmantes de violência sexual em prisões, destacando a repressão crescente após as eleições presidenciais de 2024.
O relatório documenta detenções arbitrárias e desaparecimentos de ativistas, com cerca de 100 mulheres entre os detidos e 89 cidadãos estrangeiros. Apesar das alegações do governo de Nicolás Maduro sobre a liberação de prisioneiros, a repressão continua, com a ONU alertando para a falta de garantias judiciais. O representante da Espanha na ONU, Marcos Gómez, exigiu a libertação imediata de 20 cidadãos espanhóis detidos, denunciando a negação de visitas consulares e direitos básicos.
Violência Sexual e Tortura
O relatório também expõe casos de violência sexual em seis estados, incluindo escravidão sexual e prostituição forçada. Testemunhos indicam que mulheres detidas foram forçadas a trocar sexo por benefícios, como ligações para familiares. Além disso, práticas de tortura física e psicológica são comuns, com relatos de abusos e humilhações.
A oposição interna, representada por líderes como Henrique Capriles Radonski, clama pela libertação dos prisioneiros políticos e critica a diplomacia de reféns do governo. A necessidade de negociações para resolver a crise política na Venezuela se torna cada vez mais urgente, com a comunidade internacional buscando formas de mediação.
O relatório da ONU, que é o sexto desde 2019, destaca que as detenções em 2025 continuam sem base legal, frequentemente realizadas por indivíduos não identificados. A situação exige atenção internacional, uma vez que a justiça interna parece estar subordinada ao executivo.
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