- O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Lincoln Gakiya, criticou a atuação do Estado de São Paulo no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) durante audiência na Câmara dos Deputados, em 23 de setembro de 2025.
- Gakiya afirmou que o Estado falhou em conter o crescimento do PCC, que se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo, com presença em 28 países.
- Ele propôs a criação de uma agência antimáfia para coordenar ações contra o crime organizado, destacando que a responsabilidade é compartilhada com o Ministério Público e as forças de segurança.
- O promotor também criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa aumentar as atribuições da Polícia Federal, alertando que isso pode fragilizar o combate ao crime.
- Gakiya defendeu a integração entre as diversas instituições de segurança como a solução mais eficaz para enfrentar o PCC e outras facções.
O promotor do Gaeco, Lincoln Gakiya, criticou a atuação do Estado de São Paulo no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) durante audiência na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 23. Ele destacou que o Estado não apenas falhou em conter o crescimento da facção, mas também a “exportou” para outros estados e países.
Gakiya enfatizou que o PCC, que surgiu em 1993, se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo, com presença em 28 países. Para ele, essa expansão é resultado da negligência do Estado em reconhecer a gravidade do problema. O promotor afirmou que a responsabilidade é compartilhada, incluindo o Ministério Público, que atua em conjunto com as forças de segurança.
Críticas à PEC da Segurança
Durante sua fala, Gakiya também criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa aumentar as atribuições da Polícia Federal. Ele alertou que essa mudança pode fragilizar o combate ao crime organizado, concentrando esforços em um único órgão. O promotor defendeu a criação de uma agência antimáfia para coordenar as ações de combate ao crime organizado, uma proposta que foi retirada do projeto final após pressão da Polícia Federal.
Gakiya argumentou que a proposta não visa criar uma nova força policial, mas sim melhorar a coordenação entre as diversas instituições de segurança. Ele ressaltou que a Polícia Federal, com cerca de 13 mil agentes, não tem capacidade para enfrentar sozinha um fenômeno tão amplo, em comparação com os mais de 700 mil policiais estaduais disponíveis no Brasil.
Integração das Forças de Segurança
O promotor concluiu que a solução para o combate ao PCC e outras facções não é centralizar a responsabilidade em uma única força, mas promover a integração e a cooperação entre as diversas instituições. Ele destacou que operações de sucesso já demonstraram que a atuação conjunta é a única forma eficaz de enfrentar o crime organizado. A proposta da agência antimáfia, segundo Gakiya, seria uma alternativa viável para coordenar os esforços no combate ao crime, promovendo uma atuação integrada entre as polícias e outras instituições relevantes.
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