- Claudia Ortiz, figura central da oposição em El Salvador, denunciou a falta de garantias judiciais e o assédio que enfrenta sob o governo de Nayib Bukele.
- A política, representante do partido Vamos, criticou a erosão da democracia e a concentração de poder no país.
- Ortiz afirmou que não tem acesso a informações essenciais para suas funções no Legislativo, o que dificulta sua atuação.
- Ela considerou a possibilidade de exílio caso perca seu cargo nas próximas eleições, destacando os riscos crescentes de sua luta política.
- A parlamentar criticou o estado de emergência imposto por Bukele, afirmando que não é uma solução para a segurança pública e que está sendo usado para perseguir opositores políticos.
Claudia Ortiz, figura central da oposição em El Salvador, denunciou em entrevista à EL PAÍS a falta de garantias judiciais e o assédio que enfrenta sob o governo de Nayib Bukele. A política, que representa o partido Vamos, expressou sua preocupação com a erosão da democracia e a concentração de poder no país.
Durante a conversa, Ortiz destacou que a situação política em El Salvador é marcada por um bloqueio institucional e pela violação de direitos políticos. Ela afirmou que não tem acesso a informações essenciais para o exercício de suas funções, como agendas de reuniões, o que dificulta sua atuação no Legislativo. “Estamos em um contexto onde não há garantias para nenhum cidadão,” disse, referindo-se ao clima de medo que permeia a sociedade.
A parlamentar também revelou que considera a possibilidade de exílio caso perca seu cargo nas próximas eleições. “A última coisa que quero é deixar meu país,” afirmou, mas reconheceu que sua luta política a expõe a riscos crescentes. Ortiz, que se tornou a principal candidata da oposição, decidiu não concorrer à presidência em 2024, focando em fortalecer sua presença na Assembleia Legislativa.
Críticas ao Governo
Ortiz criticou o estado de emergência imposto por Bukele, que suspendeu garantias constitucionais e, segundo ela, não é uma solução para a segurança pública. “O estado de exceção não é uma política de segurança,” enfatizou, argumentando que o sistema judiciário já possui mecanismos para processar criminosos sem a necessidade de suspender direitos fundamentais.
Ela também alertou sobre o uso do estado de emergência para perseguir opositores políticos. “Estamos vendo a aplicação excessiva dessa medida contra dissidentes,” disse, referindo-se a casos de cidadãos que tiveram seus direitos violados sob a justificativa de restaurar a ordem pública.
Futuro Político
Sobre seu futuro político, Ortiz não descartou a possibilidade de se candidatar à presidência em 2027, mas enfatizou que a decisão será tomada em conjunto com seu partido. “Estamos avaliando o que é melhor para o povo e o país,” afirmou, reafirmando seu compromisso com a luta pela democracia em El Salvador.
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