- O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a privatização da Celepar, estatal de tecnologia da informação do Paraná.
- A decisão foi tomada após análise que apontou riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados.
- Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou irregularidades na gestão da Celepar, incluindo contratações sem licitação e violação do princípio da segregação de funções.
- O Ministério Público do Paraná abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar, que pode chegar a 640 milhões de reais.
- O governo do Paraná afirmou que irá responder a todos os questionamentos do TCE.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a privatização da Celepar, estatal de tecnologia da informação do Paraná, fundada em 1964. A decisão foi tomada após análise detalhada que apontou riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. A Assembleia Legislativa havia aprovado a privatização em novembro, mas o TCE emitiu uma liminar para suspender o processo.
Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou irregularidades na gestão da Celepar, incluindo contratações sem licitação e violação do princípio da segregação de funções. O Ministério Público do Paraná também abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar, que pode chegar a 640 milhões de reais.
Suspensão da Privatização
O TCE suspendeu a privatização da Celepar, apontando riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. A decisão foi mantida após análise mais detalhada. A liminar foi concedida pelo conselheiro-substituto Lívio Fabiano Sotero Costa e posteriormente mantida pelo conselheiro-titular Fernando Guimarães.
Irregularidades na Gestão
Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou diversas irregularidades na gestão da Celepar. Entre as falhas identificadas estão a violação do princípio da segregação de funções e contratações sem licitação. O advogado Paulo Jordanesson Falcão, do Comitê de Trabalhadores Contra a Privatização da Celepar, destacou que a empresa vem firmando contratos por procedimentos que geram dúvidas sobre sua conformidade legal.
Investigação sobre Parceria com Google
O Ministério Público do Paraná abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar. A denúncia questiona a adoção do Google Workspace nos órgãos públicos e a transferência de dados internos da estatal para servidores da big tech. O valor da negociação pode chegar a 640 milhões de reais.
Declarações do Governo
O secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, afirmou que o governo irá responder a todos os questionamentos do TCE. A Secretaria de Comunicação disse que a venda da Celepar visa “acompanhar tendências globais do mercado de tecnologia e oferecer serviços mais rápidos, modernos e acessíveis”.
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