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TCE suspende privatização da Celepar por riscos econômicos e violação de leis.

Mentor. Alex Canziani, secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, conduz a venda da estatal – Imagem: Pedro Ribas/GOVPR e Felipe Barboza/Celepar/GOVPR
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  • O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a privatização da Celepar, estatal de tecnologia da informação do Paraná.
  • A decisão foi tomada após análise que apontou riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados.
  • Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou irregularidades na gestão da Celepar, incluindo contratações sem licitação e violação do princípio da segregação de funções.
  • O Ministério Público do Paraná abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar, que pode chegar a 640 milhões de reais.
  • O governo do Paraná afirmou que irá responder a todos os questionamentos do TCE.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu a privatização da Celepar, estatal de tecnologia da informação do Paraná, fundada em 1964. A decisão foi tomada após análise detalhada que apontou riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. A Assembleia Legislativa havia aprovado a privatização em novembro, mas o TCE emitiu uma liminar para suspender o processo.

Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou irregularidades na gestão da Celepar, incluindo contratações sem licitação e violação do princípio da segregação de funções. O Ministério Público do Paraná também abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar, que pode chegar a 640 milhões de reais.

Suspensão da Privatização

O TCE suspendeu a privatização da Celepar, apontando riscos econômicos, falhas na governança de TI e descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados. A decisão foi mantida após análise mais detalhada. A liminar foi concedida pelo conselheiro-substituto Lívio Fabiano Sotero Costa e posteriormente mantida pelo conselheiro-titular Fernando Guimarães.

Irregularidades na Gestão

Uma ação popular na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba revelou diversas irregularidades na gestão da Celepar. Entre as falhas identificadas estão a violação do princípio da segregação de funções e contratações sem licitação. O advogado Paulo Jordanesson Falcão, do Comitê de Trabalhadores Contra a Privatização da Celepar, destacou que a empresa vem firmando contratos por procedimentos que geram dúvidas sobre sua conformidade legal.

Investigação sobre Parceria com Google

O Ministério Público do Paraná abriu investigação sobre uma parceria entre o governo do Paraná e o Google, intermediada pela Celepar. A denúncia questiona a adoção do Google Workspace nos órgãos públicos e a transferência de dados internos da estatal para servidores da big tech. O valor da negociação pode chegar a 640 milhões de reais.

Declarações do Governo

O secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, afirmou que o governo irá responder a todos os questionamentos do TCE. A Secretaria de Comunicação disse que a venda da Celepar visa “acompanhar tendências globais do mercado de tecnologia e oferecer serviços mais rápidos, modernos e acessíveis”.

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