- A França enfrenta protestos contra o governo e cortes orçamentários, com a terceira jornada de mobilizações ocorrendo em 2 de outubro.
- Mais de meio milhão de pessoas participaram, segundo a Confederación General del Trabajo (CGT), enquanto o Ministério do Interior estima cerca de 190 mil manifestantes.
- O novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, ainda não formou seu gabinete nem apresentou orçamentos, aumentando a insatisfação popular.
- Os sindicatos, liderados pela CGT, pedem mudanças na política de austeridade do presidente Emmanuel Macron e uma nova reforma nas pensões.
- Em Marselha, a polícia prendeu 70 pessoas que tentaram bloquear uma fábrica, mas a maioria das manifestações tem sido pacífica.
França vive uma onda de protestos contra o governo e os cortes orçamentários, com a terceira jornada de mobilizações ocorrendo nesta quinta-feira, 2 de outubro. Mais de meio milhão de pessoas se reuniram, segundo a Confederación General del Trabajo (CGT), embora o Ministério do Interior estime que o número seja de 190 mil. As manifestações começaram em setembro após uma reunião sem resultados entre sindicatos e o governo anterior.
O novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, ainda não formou seu gabinete nem apresentou os orçamentos, o que intensifica a insatisfação popular. Os sindicatos, liderados pela CGT, exigem mudanças na política de austeridade do presidente Emmanuel Macron. A secretária geral da CGT, Sophie Binet, afirmou que as mobilizações refletem a necessidade de uma revisão das políticas do governo. “O problema não é Lecornu, mas Macron, que não oferece condições para a esquerda governar”, declarou Binet durante a manifestação em Paris.
Contexto das Mobilizações
As manifestações têm se intensificado com o objetivo de pressionar o governo por uma nova reforma nas pensões e um aumento do poder aquisitivo. Desde o início dos protestos, mais de 240 atos foram registrados em todo o país. Embora as primeiras mobilizações em setembro tenham atraído mais de um milhão de participantes, a adesão tem diminuído nas últimas semanas.
Em Marselha, a polícia prendeu 70 pessoas que tentaram bloquear uma fábrica, refletindo a tensão nas ruas. Apesar de algumas intervenções policiais, a maioria das manifestações tem sido pacífica. Os manifestantes também levantaram bandeiras em apoio à Palestina e expressaram descontentamento com a administração de Macron.
A CGT continua a convocar os trabalhadores a se mobilizarem, enfatizando a defesa dos direitos e da qualidade de vida. “Nos mobilizamos para defender nossos direitos e nossa qualidade de vida”, reiterou Binet, reforçando a urgência de um diálogo entre o governo e os sindicatos.
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