- A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos. As investigações apontam fraudes no Concurso Nacional Unificado (CNU) 2024 e em concursos de diversas instituições, incluindo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
- Duas pessoas foram presas preventivamente e outras medidas cautelares foram tomadas. As ações judiciais estão sendo cumpridas em cidades de três estados: Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
- Ao menos 16 pessoas são acusadas de fraudar certames. Eles são suspeitos de condutas ilícitas como uso de ponto eletrônico durante a prova e falsificação de documentos. Também há denúncias de acesso antecipado às provas.
- A operação conta com apoio do Ministério da Gestão e Inovação. A PF informou que está ampliando mecanismos de fiscalização para garantir maior segurança nos processos seletivos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos. As investigações apontam fraudes no Concurso Nacional Unificado (CNU) 2024 e em concursos de diversas instituições, incluindo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Duas pessoas foram presas preventivamente, e outras medidas cautelares foram tomadas.
Operação e Prisões
A operação foi deflagrada na última quinta-feira (2). As investigações da PF identificaram fraudes em diversos certames. Além do CNU, foram identificados casos de fraude nas Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, da Universidade Federal da Paraíba, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. As ações judiciais estão sendo cumpridas em cidades de três estados: Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Medidas Cautelares
Até a última atualização desta reportagem, duas pessoas foram presas preventivamente. O terceiro mandado de prisão ainda está sendo cumprido. Ao menos 16 pessoas comprovadamente fraudaram certames realizados no ano passado. Eles são acusados de condutas ilícitas como uso de ponto eletrônico durante a realização da prova e falsificação de documentos para que outras pessoas fizessem o concurso no lugar dos candidatos. Também há denúncias de acesso antecipado às provas.
Ações da PF
As forças de segurança também cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra os investigados. Entre elas, o afastamento de cargos públicos e sequestro de bens. Após as investigações, os acusados foram excluídos de processos seletivos e, no caso de servidores nomeados, foram afastados de cargos públicos já ocupados. Eles também poderão responder pelos crimes de fraude em concurso público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público.
Apoio Ministerial
A operação conta com apoio do Ministério da Gestão e Inovação. Em nota, a PF informou que, “em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação, vem ampliando mecanismos de fiscalização para garantir maior segurança, transparência e integridade nos processos seletivos realizados em todo o país”. O Ministério da Gestão também se posicionou sobre o caso.
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