- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que os processos contra os deputados Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli seguirão o Regimento Interno da Casa, sem decisões políticas.
- Motta destacou que sua função é garantir a legitimidade do Legislativo e que nenhum parlamentar deve ser julgado por influência externa.
- Carla Zambelli está presa na Itália por dez anos devido a uma condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão de sistema e documentos falsos.
- Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e enfrenta investigações no Conselho de Ética, além de ter sido indiciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por coação.
- Motta reafirmou seu compromisso com a condução imparcial dos processos, baseando-se nas normas da Câmara.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reafirmou que os processos contra os deputados Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli serão conduzidos estritamente de acordo com o Regimento Interno da Casa. Em entrevista à CNN Brasil, Motta enfatizou que essas decisões não serão políticas, mas sim institucionais, garantindo que as regras sejam seguidas.
Motta destacou que sua função é preservar a legitimidade do Legislativo. Ele afirmou: “Nenhum parlamentar pode ser julgado sob a vontade de um presidente ou qualquer outro deputado”. O presidente da Câmara frisou que a aplicação das normas é essencial para evitar injustiças e que não pode agir para favorecer ou prejudicar congressistas.
Situação de Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro
A deputada Carla Zambelli encontra-se presa na Itália há cerca de dois meses, após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ e inserção de documentos falsos, em colaboração com o hacker Walter Delgatti. O processo que pode levar à cassação de seu mandato está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Por sua vez, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro e alega perseguição política. Entretanto, ele acumula faltas em sessões e está sob investigação no Conselho de Ética. Além disso, em setembro, foi indiciado pela PGR por coação e é investigado por tentativas de interferir em julgamentos relacionados a ações golpistas.
Motta reiterou que a condução dos processos deve ser imparcial e baseada nas regras da Câmara, reafirmando seu compromisso com a integridade do Legislativo.
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