- Os eleitores da República Tcheca começaram a votar em uma eleição que pode trazer de volta o bilionário populista Andrej Babiš ao poder.
- O país enfrenta desafios econômicos, como inflação elevada e recuperação lenta após a crise da Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia.
- Pesquisas indicam que o partido ANO, de Babiš, deve obter mais de 30% dos votos.
- No primeiro dia de votação, Babiš distribuiu doces em Ostrava e prometeu aumentar salários e reduzir a ajuda à Ucrânia.
- O atual governo, liderado pelo primeiro-ministro Petr Fiala, enfrenta dificuldades, e Babiš, que nega acusações de fraude relacionadas a subsídios da União Europeia, pode precisar de apoio de partidos menores para formar governo.
Os eleitores da República Tcheca iniciaram a votação em uma eleição que pode trazer de volta o bilionário populista Andrej Babiš ao poder. O pleito ocorre em meio a desafios econômicos, como inflação elevada e uma recuperação lenta após a crise da Covid-19 e a invasão da Ucrânia pela Rússia. As pesquisas indicam que o partido de Babiš, ANO, deve obter mais de 30% dos votos.
No primeiro dia de votação, Babiš distribuiu doces na cidade industrial de Ostrava. Ele promete aumentar os salários e reduzir a ajuda à Ucrânia, uma mudança significativa em relação à postura do governo atual, que adotou uma posição firme de apoio a Kiev. “Não temos dinheiro aqui para nosso povo. Nosso programa é para uma vida melhor para os cidadãos tchecos”, afirmou Babiš em debate.
Cenário Político
O atual governo, liderado pelo primeiro-ministro Petr Fiala, enfrenta dificuldades. A coalizão Spolu, que busca manter o controle, tem visto sua popularidade diminuir, enquanto Babiš se aproxima de uma possível vitória. Apesar de suas promessas, a ANO pode não conseguir uma maioria na câmara baixa, necessitando de apoio de partidos menores, incluindo grupos de extrema direita e esquerda.
Babiš, que enfrenta um julgamento por fraude em relação a subsídios da UE, nega as acusações. Ele também se posiciona como um aliado de Viktor Orbán, promovendo uma agenda populista que pode complicar a política europeia em questões como imigração e clima. As votações seguem até 22h (horário local) na sexta-feira e reabrem das 8h às 14h no sábado, com resultados esperados para a tarde do mesmo dia.
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