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Primeiro-ministro da Geórgia anuncia repressão à dissentimento após protestos em Tbilisi

O primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Kobakhidze, anuncia repressão a protestos e acusa a União Europeia de interferência política no país.

After the local elections on Saturday, supporters of opposition parties clashed with riot police in Tbilisi. Photograph: David Mdzinarishvili/EPA
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  • A Geórgia enfrenta tensões políticas após protestos em Tbilisi, onde manifestantes tentaram invadir o palácio presidencial.
  • O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze anunciou repressão ao dissentimento, alegando que os protestos têm apoio da União Europeia (UE) para derrubar seu governo.
  • Os confrontos resultaram em detenções e feridos entre manifestantes e forças de segurança. Kobakhidze afirmou que a oposição não terá mais espaço na política do país.
  • A situação se agravou desde as eleições parlamentares do ano passado, quando o partido no poder, Georgian Dream, foi acusado de fraudes, levando ao congelamento das conversas sobre adesão à UE.
  • O ex-presidente reformista, Mikheil Saakashvili, preso, pediu apoio popular, considerando o dia das eleições como “última chance” para salvar a democracia georgiana.

A Geórgia enfrenta uma nova onda de tensões políticas após protestos em Tbilisi, onde manifestantes tentaram invadir o palácio presidencial. O primeiro-ministro Irakli Kobakhidze anunciou uma repressão ao dissentimento, alegando que os protestos contaram com apoio da União Europeia (UE) para derrubar seu governo.

Os confrontos ocorreram durante as eleições locais, resultando em detenções e feridos entre manifestantes e forças de segurança. Kobakhidze afirmou que a oposição não terá mais espaço na política do país, prometendo responsabilizar os organizadores dos protestos. “Ninguém escapará da responsabilidade”, declarou.

A situação na Geórgia se agravou desde as eleições parlamentares do ano passado, onde o partido no poder, Georgian Dream, foi acusado de fraudes. Desde então, as conversas sobre a adesão à UE estão congeladas. A oposição, que se autodenomina pró-europeia, tem realizado manifestações contra o governo, que é visto como autoritário e próximo à Rússia.

Acusações e Consequências

Kobakhidze acusou o embaixador da UE, Paweł Herczyński, de interferência, sugerindo que ele apoia tentativas de desestabilização do governo. Em resposta, a diplomacia da UE rejeitou as alegações, chamando-as de “desinformação”. Os protestos foram convocados após meses de repressão a meios de comunicação independentes e detenções de opositores.

O ex-presidente reformista, Mikheil Saakashvili, que está preso, pediu apoio popular, chamando o dia das eleições de “última chance” para salvar a democracia georgiana. O clima de descontentamento é palpável, com milhares de pessoas nas ruas, empunhando bandeiras da Geórgia e da UE, em um cenário de crescente polarização política.

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