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Síria realiza primeiras eleições desde a queda de Bashar al-Assad

Síria realiza suas primeiras eleições parlamentares após a queda de Bashar al-Assad, mas sistema eleitoral é criticado por favorecer líderes interinos

Syria’s interim authorities said a direct popular vote would be impossible at present because of post-war displacement and the destruction of documents. Photograph: Mohammad Bashir Aldaher/Zuma Press Wire/Shutterstock
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  • A Síria realiza suas primeiras eleições parlamentares desde a queda do regime de Bashar al-Assad, que governou por mais de uma década.
  • O processo eleitoral marca uma transição política, mas é criticado por favorecer líderes interinos e não garantir a imparcialidade.
  • Um terço das cadeiras da nova Assembleia Popular será nomeado diretamente pelo líder interino Ahmed al-Sharaa, levantando preocupações sobre a concentração de poder.
  • O novo parlamento terá 210 membros, com um mandato renovável de 30 meses, e será responsável por elaborar uma nova lei eleitoral e uma constituição.
  • As eleições foram adiadas em algumas regiões, como na província de Sweida, devido a tensões locais, e a expectativa é que a nova assembleia represente melhor a diversidade da sociedade síria.

A Síria está realizando suas primeiras eleições parlamentares desde a queda do regime de Bashar al-Assad, que governou o país por mais de uma década. O processo eleitoral, considerado um marco na transição política, ocorre em um contexto de críticas sobre a imparcialidade do sistema, que favorece líderes interinos.

Os cidadãos estão escolhendo um parlamento transitório em um cenário marcado por desafios significativos. Um terço das cadeiras da nova Assembleia Popular será nomeado diretamente pelo líder interino Ahmed al-Sharaa, o que levanta preocupações sobre a concentração de poder. Os dois terços restantes serão selecionados por colégios eleitorais provinciais, sem votação popular direta, devido à desmobilização e à perda de documentos durante a guerra.

Críticas e Expectativas

Críticos apontam que o sistema eleitoral pode beneficiar candidatos bem conectados, excluindo minorias étnicas e religiosas. No entanto, alguns cidadãos veem a eleição como um passo positivo. Lina Daaboul, uma médica em Damasco, expressou seu entusiasmo, afirmando que é sua primeira experiência de voto. “Estou feliz e não me importo de esperar na fila”, disse ela.

O novo parlamento, com 210 membros, terá um mandato renovável de 30 meses e será responsável por elaborar uma nova lei eleitoral e uma constituição. Mais de 1.500 candidatos, incluindo o primeiro candidato judeu desde a década de 1940, estão concorrendo, embora apenas 14% sejam mulheres.

Enquanto isso, as eleições foram adiadas em algumas regiões, como a província de Sweida, devido a tensões locais. A expectativa é que a nova assembleia represente uma diversidade de setores da sociedade síria, trazendo esperança em um processo democrático mais inclusivo e representativo.

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