- O governo flamengo anunciou a dissolução do Museu de Arte Contemporânea de Antuérpia (M KHA) e a transferência de sua coleção para o S.M.A.K., em Ghent.
- A decisão gerou protestos e petições, com críticas à falta de comunicação e à motivação política por trás da medida.
- A fusão da coleção deve ser concluída até 2028 e envolve cerca de 8.000 objetos.
- A medida foi considerada surpreendente, especialmente após o cancelamento de um projeto de construção de um novo edifício de €130 milhões.
- A dissolução do M KHA levanta preocupações sobre o futuro da arte contemporânea na Bélgica e a preservação da identidade artística local.
Recentemente, o governo flamengo anunciou a dissolução do Museu de Arte Contemporânea de Antuérpia (M KHA), o mais antigo da Bélgica, transferindo sua coleção para o S.M.A.K., em Ghent. A decisão, que também envolve a conversão do M KHA em um centro de artes, gerou protestos e petições em apoio ao museu, com críticas à falta de comunicação e à motivação política por trás da medida.
A fusão da coleção do M KHA com a do S.M.A.K. deve ser concluída até 2028. O M KHA abriga uma coleção de 8.000 objetos, que inclui exposições de artistas individuais e coletivas. A decisão de dissolver o museu foi surpreendente, especialmente após o cancelamento de um projeto de construção de um novo edifício de €130 milhões, que estava em andamento há quase uma década.
Dieter Roelstraete, ex-curadora do M KHA, descreveu a medida como “ludicra, míope e politicamente motivada”. Ela destacou que a transferência da coleção para Ghent, que já enfrenta desafios estruturais, é desastrosa. Bart De Baere, diretor do M KHA, também confirmou que o museu não foi informado previamente sobre a decisão, o que gerou ainda mais descontentamento entre os funcionários e a comunidade artística.
Reações e Implicações
A decisão do governo provocou reações intensas no cenário artístico europeu. Vários artistas e críticos expressaram preocupações sobre o futuro da arte contemporânea na Bélgica e o impacto da fusão nas práticas curatoriais estabelecidas ao longo de mais de trinta anos. A falta de diálogo entre o governo e o M KHA é vista como um sinal de desinteresse pela rica herança cultural da região.
O M KHA, que abriu suas portas em 1985, é reconhecido por seu papel significativo na promoção da arte contemporânea na Europa. A dissolução do museu representa uma perda não apenas para Antuérpia, mas para a cena artística belga como um todo. A fusão com o S.M.A.K. pode mudar a dinâmica da arte contemporânea na Bélgica, levantando questões sobre a preservação da identidade artística local.
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