- A administração de Donald Trump aumentou suas operações militares no Caribe, alegando combate ao narcotráfico relacionado à Venezuela.
- Desde setembro, ataques a lanchas suspeitas de tráfico resultaram em 21 mortes, com a Casa Branca afirmando que as embarcações estão ligadas a organizações criminosas.
- Mais de 60 organizações não governamentais (ONGs) enviaram uma carta ao Congresso dos Estados Unidos pedindo a interrupção da escalada militar, considerando os ataques como execuções extrajudiciais.
- As ONGs alertam para o crescimento do risco de guerra na região e afirmam que as operações violam a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização do Congresso para mobilização militar.
- Trump declarou que os EUA estão em uma guerra “não internacional” contra cartéis de drogas, rotulando a Venezuela e o grupo criminal Tren de Aragua como ameaças, embora as ONGs argumentem que esses grupos têm papel menor no narcotráfico que chega aos Estados Unidos.
A administração de Donald Trump intensificou suas operações militares no Caribe, alegando um combate ao narcotráfico, especialmente em relação à Venezuela. Desde o início de setembro, ataques a lanchas suspeitas de tráfico resultaram em 21 mortes. A Casa Branca afirma que essas embarcações estariam ligadas a organizações criminosas.
Mais de 60 ONGs enviaram uma carta ao Congresso dos EUA solicitando a interrupção da escalada militar, que consideram como execuções extrajudiciais de civis. O documento alerta para o crescimento do risco de guerra na região, destacando que os ataques não têm justificativa legal. Segundo os signatários, as operações infringem a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige uma declaração formal de guerra ou autorização específica do Congresso para mobilização militar.
As ONGs pedem que o Congresso atue para condenar os ataques e que Trump assuma responsabilidade pelas ações, incluindo a necessidade de investigar a identidade das vítimas. Além disso, a carta sugere que a administração priorize soluções diplomáticas para o combate ao narcotráfico, em vez de aumentar a presença militar na área.
Recentemente, Trump declarou que os EUA estão em uma guerra “não internacional” contra cartéis de drogas, considerando seus membros como “combatentes ilegais”. A Venezuela e o grupo criminal Tren de Aragua foram rotulados como ameaças, mas as organizações civis argumentam que esses grupos têm um papel menor no narcotráfico que chega aos Estados Unidos. A situação é agravada pela crise política no Congresso, que enfrenta dificuldades para aprovar novas medidas financeiras.
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