- O escritor e historiador israelense Meir Margalit, ex-conselheiro de Jerusalém, se manifestou sobre a situação em Israel e a relação com os palestinos após os eventos de 7 de outubro de 2023.
- Em seu novo ensaio, intitulado “El delirio de Israel”, Margalit critica a postura do governo israelense e afirma que muitos cidadãos desejam ver os palestinos humilhados.
- Ele argumenta que o governo não busca apenas destruir o Hamas, mas também acabar com a Autoridade Palestina e expressa angústia sobre a falta de empatia da sociedade israelense em relação aos palestinos.
- Margalit critica a abordagem agressiva do governo e a ausência de um horizonte político claro, sugerindo que a solução para o conflito pode ser um estado binacional.
- O historiador reflete sobre a mentalidade de violência que se desenvolveu em Israel e expressa sua vergonha por ser filho de sobreviventes do Holocausto, reafirmando a necessidade de reconhecer as atrocidades.
O escritor e historiador israelense Meir Margalit, ex-conselheiro de Jerusalém, tem se manifestado sobre a situação atual em Israel e a relação com os palestinos após os eventos de 7 de outubro de 2023. Em seu novo ensaio, intitulado “El delirio de Israel”, Margalit critica a postura do governo israelense, afirmando que muitos cidadãos desejam ver os palestinos humilhados. Ele argumenta que o governo não busca apenas destruir o Hamas, mas também acabar com a Autoridade Palestina.
Margalit expressa sua angústia em relação ao sentimento predominante na sociedade israelense. Em uma entrevista, ele destacou que “a maioria da sociedade israelense não quer saber” sobre a realidade enfrentada pelos palestinos e que muitos se orgulham de ações militares que, segundo ele, são desumanas. O ex-conselheiro, que leciona em um centro acadêmico, revela que a dor e a confusão são constantes em sua vida, especialmente após os recentes conflitos.
Crítica ao Governo
O autor critica o governo por sua abordagem agressiva e pela falta de um horizonte político claro. Ele menciona que “o exército diz que uma guerra sem uma perspectiva política não serve para nada”. Margalit acredita que a solução para o conflito pode ser um estado binacional, embora reconheça que essa ideia pareça utópica no momento. Ele se preocupa com a crescente militarização do sionismo, que, segundo ele, se afastou de suas raízes humanistas.
Margalit também reflete sobre a “predisposição homicida” que, segundo ele, se desenvolveu em Israel desde que o país não aceitou as fronteiras estabelecidas em 1947. Para ele, essa mentalidade tem levado a um ciclo de violência que perpetua o sofrimento de ambos os lados.
Reflexões Finais
O historiador conclui que a vergonha o consome, especialmente por ser filho de sobreviventes do Holocausto. Ele se questiona como é possível que o povo judeu, após tanto sofrimento, cause dor a outro povo. Margalit reafirma a necessidade de reconhecer e denunciar as atrocidades, enfatizando que “não posso calar, não quero ser cúmplice”.
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