- A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta quinta-feira, 9 de outubro, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com prejuízos estimados em mais de 6 bilhões de reais.
- A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpriu 66 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal, com foco no Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi).
- Os mandados foram executados em São Paulo (quarenta e cinco), Sergipe (doze), Amazonas (um), Rio Grande do Norte (um), Santa Catarina (dois), Pernambuco (dois), Bahia (dois) e no Distrito Federal (um).
- As investigações revelaram que associações de fachada e servidores públicos criaram um sistema para incluir aposentados e pensionistas em entidades fictícias, possibilitando descontos indevidos nos benefícios do INSS.
- O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), comemorou a ação e destacou a importância do trabalho do colegiado na luta por justiça aos aposentados e pensionistas.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta quinta-feira, 9 de outubro, uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação investiga um esquema de fraudes que envolve descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízos estimados em mais de 6 bilhões de reais. A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpre 66 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal.
Os mandados foram executados em São Paulo (45), Sergipe (12), Amazonas (1), Rio Grande do Norte (1), Santa Catarina (2), Pernambuco (2), Bahia (2) e no Distrito Federal (1). O foco principal da operação é o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi). O diretor da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, teve seus endereços revistados e deve prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Desdobramentos da Operação
As investigações revelaram que associações de fachada e servidores públicos criaram um sistema para incluir aposentados e pensionistas em entidades fictícias. Isso possibilitou a realização de descontos mensais indevidos diretamente nos benefícios pagos pelo INSS. As assinaturas eram falsificadas e em alguns casos, idosos eram “filiados” a diversas entidades no mesmo dia.
Além disso, a PF apurou que o grupo pagava propina a servidores do INSS para acessar dados sigilosos de beneficiários. O dinheiro desviado era lavado por meio de empresas ligadas aos envolvidos, resultando na aquisição de imóveis, veículos de luxo e obras de arte. Na fase anterior da operação, em setembro, foram presos Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti, apontados como articuladores do esquema.
Reação Política
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, comemorou a nova fase da operação em suas redes sociais. Ele destacou que os mandados são um resultado dos trabalhos do colegiado e se reuniu com o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para reforçar a urgência na execução das prisões já autorizadas. Viana afirmou que a CPMI não é apenas espectadora, mas protagonista na luta por justiça aos aposentados e pensionistas do Brasil.
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