- Após a possibilidade de saída do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), Daniela Teixeira, atual ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), surge como forte candidata à vaga.
- A indicação tem ganhado força por pressões para que a próxima nomeação para o STF tenha mulher, preferencialmente negra, no agrupamento da corte.
- Daniela Teixeira foi indicada ao STJ em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva; tem 53 anos e pode permanecer no STF até 2047, dependendo da janela de saídas de outros ministros.
- Os salários: ministro do STF recebe R$ 46.366,19 e ministro do STJ recebe R$ 44.047,88.
- Trajetória: advogada com passagem pela OAB, ficou associada ao Grupo Prerrogativas; em 2016 teve embate com Jair Bolsonaro e é defensora de pautas femininas e sociais; idealizadora da Lei Júlia Matos, para advogadas gestantes.
Após o anúncio da possível saída do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), Daniela Teixeira, atual ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), surge como forte candidata para a vaga. A indicação de Daniela, que já integrou o Grupo Prerrogativas e teve um histórico de embates com Jair Bolsonaro, está sendo impulsionada por pressões para que o próximo nome a ocupar a corte seja uma mulher, preferencialmente negra.
A advogada, com formação pela Universidade de Brasília (UNB) e mestrado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), foi indicada por Luiz Inácio Lula da Silva para o STJ em 2023. Com 53 anos, ela poderia permanecer no STF até 2047, coincidindo com a saída de outros ministros da atual composição. O salário de um ministro do STF é de R$ 46.366,19, enquanto o do STJ é de R$ 44.047,88.
Trajetória Profissional
Daniela Teixeira é conhecida por sua atuação na advocacia e por sua passagem na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em 2016, durante um discurso na Câmara dos Deputados, ela confrontou Jair Bolsonaro, chamando-o de réu em uma ação no STF. Essa postura, alinhada ao seu histórico no Grupo Prerrogativas, destaca sua ligação com o governo Lula e a defesa de pautas femininas e sociais.
Além de sua carreira jurídica, Daniela foi uma das idealizadoras da “Lei Júlia Matos”, que assegura direitos a advogadas gestantes, após sua experiência pessoal ao ter uma filha prematura. Essa lei é um marco em sua trajetória e demonstra seu compromisso com a defesa de direitos.
Futuro no STF
Com o cenário político em constante mudança, Daniela Teixeira se posiciona como uma figura relevante nas especulações sobre a nova composição do STF. A pressão por uma representação feminina e negra na corte pode ser um fator decisivo para sua indicação. A expectativa é que o presidente Lula finalize sua escolha em breve, enquanto o debate sobre a diversidade nas indicações judiciais continua a ganhar força.
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