- A Câmara derrubou a Medida Provisória 1.303/25 com requerimento de retirada, e o texto perdeu validade após votação de 251 a 193 na quarta-feira, 8 de outubro.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a derrota, chamando-a de “pobreza de espírito”; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a oposição pela medida.
- Lindbergh Farias acusou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de articular a derrubada com deputados; Tarcísio negou as acusações.
- A proposta previa inicialmente arrecadar R$ 35 bilhões, mas foi reduzida para R$ 17 bilhões; o relator Carlos Zarattini disse que a influência de Tarcísio foi determinante para descumprir o acordo.
- Críticas ao Centrão: governo apontou líderes do PP e União Brasil como articuladores contra a MP; Lindbergh pediu mobilização para reagir à derrota.
O governo federal enfrentou um revés significativo com a derrubada da Medida Provisória 1.303/25, que visava aumentar impostos para compensar a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A votação ocorreu na Câmara dos Deputados na quarta-feira, 8 de outubro, onde o requerimento de retirada de pauta foi aprovado por 251 votos a 193, resultando na perda de validade do texto.
O líder do PT, Lindbergh Farias, acusou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de articular a derrubada da MP junto a deputados. Farias alegou que o governador esteve em contato com parlamentares para influenciar o resultado. Tarcísio, por sua vez, negou as acusações, afirmando que estava focado nos problemas do estado.
Repercussões Políticas
Após a derrota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o ocorrido, chamando a decisão de “pobreza de espírito”. Ele enfatizou que misturar a questão fiscal com a disputa eleitoral de 2026 é uma atitude irresponsável. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também criticou a oposição, alegando que a derrubada da MP visa restringir o orçamento e prejudicar o governo.
A proposta inicialmente previa uma arrecadação de R$ 35 bilhões, mas esse valor foi reduzido para R$ 17 bilhões após alterações. O relator da MP, Carlos Zarattini, destacou que a influência do governador Tarcísio foi fundamental para o descumprimento do acordo que permitiria a votação.
Críticas ao Centrão
Além de Tarcísio, o governo direcionou críticas ao Centrão, acusando seus líderes de tentarem obstruir a agenda do governo. A relação entre o governo e os partidos do Centrão, como PP e União Brasil, se deteriorou, com os presidentes dessas legendas sendo apontados como articuladores contra a proposta. Lindbergh Farias pediu que a população reagisse à derrubada da MP, lembrando os impactos da gestão anterior.
A situação evidencia um cenário de tensão política, onde o governo busca reverter a perda de apoio e garantir a governabilidade em um contexto eleitoral cada vez mais acirrado.
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