- Na quinta-feira, 9 de outubro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou a possibilidade de cortar o pagamento de emendas parlamentares para compensar o fracasso da MP da Taxação, que perdeu validade por não ser votada até 23h59 de 8 de outubro.
- Haddad afirmou que os cortes devem seguir as regras da Lei Complementar 1.303, e criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontando a influência de grupos como a Faria Lima na votação.
- O deputado Sóstenes Cavalcante (Partido Liberal-SP) agradeceu a Freitas pela derrubada, insinuando articulação do governador, o que foi negado por Freitas.
- A derrota gerou críticas ao governador paulista, com membros do governo federal dizendo que ele não acompanhou a medida; Lindbergh Farias (Partido dos Trabalhadores-RJ) afirmou que Tarcísio manteve contato com parlamentares para derrubar a MP. Haddad reiterou o apoio federal a São Paulo, independentemente das divergências.
- Haddad responsabilizou Jair Bolsonaro e os eventos de 8 de janeiro pelo rombo orçamentário atual, dizendo que decisões em 2022 prejudicaram o orçamento do governo Lula; o ministro reforçou que, para ele, não se trata de aumento de impostos, e sim de corte de gastos tributários, mantendo apenas aumentos de alíquota para toda a sociedade quando cabível.
Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 9 de outubro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a possibilidade de cortar o pagamento de emendas parlamentares como reação ao fracasso da Medida Provisória (MP) da Taxação. A MP, que visava aumentar impostos para compensar a derrubada da alta do IOF, perdeu a validade por não ser votada até o prazo final, 23h59 do dia 8 de outubro.
Haddad minimizou o impacto da derrota, mas reconheceu que os cortes de emendas devem seguir as regras estabelecidas pela Lei Complementar 1.303. Ele também criticou a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmando que a influência de grupos como o da Faria Lima teve um papel na votação. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-SP) agradeceu a Tarcísio após a derrubada da MP, insinuando uma articulação do governador, o que foi negado por Freitas.
Críticas e Consequências
A derrota no Congresso gerou críticas diretas ao governador paulista, com membros do governo federal atribuindo a ele a responsabilidade pela não análise completa da medida. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), alegou que Tarcísio esteve em contato com parlamentares para derrubar a MP. Haddad, por sua vez, reafirmou que o governo federal continuará a apoiar São Paulo, independentemente das divergências.
Além disso, o ministro responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro e os eventos de 8 de janeiro pelo rombo orçamentário atual. Ele destacou que as decisões de Bolsonaro em 2022, visando a reeleição, desorganizaram o orçamento, impactando diretamente a situação financeira do governo Lula.
Haddad também se irritou ao ser questionado sobre a resistência do Congresso a aumentos de impostos, defendendo que apenas aumentos de alíquota para toda a sociedade podem ser considerados como tal. Para ele, a proposta em questão não se tratava de um aumento de impostos, mas de um corte de gastos tributários.
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