- Lula classificou a rejeição da Medida Provisória 1.303/25 como bobagem e cobrou maturidade do Congresso, dizendo que a votação não deve ter finalidade eleitoral.
- O ministro Fernando Haddad ressaltou a necessidade de cumprir o acordo com os líderes e informou que, se a MP não for aprovada, entre sete bilhões e dez bilhões de reais em emendas serão contingenciadas.
- Governo se reuniu com ministros e líderes para evitar a caducidade da MP, que vence às 23h59, e Lula afirmou que quem não analisar a proposta estará votando contra o interesse do povo.
- Haddad criticou gastos do governo anterior e acusou a oposição de tentar repetir estratégias eleitorais, ressaltando que a exigência é cumprir o acordo.
- Ambos defenderam a busca por consenso no Congresso para aprovar a MP e evitar impacto negativo no orçamento e nos programas já existentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a rejeição da Medida Provisória 1.303/25, que propõe aumento de impostos, qualificando-a como “bobagem” e um movimento da oposição para antecipar a disputa eleitoral de 2026. Em uma declaração nesta quarta-feira, Lula enfatizou que a votação da MP não deve ser utilizada para fins eleitorais, e pediu ao Congresso uma demonstração de maturidade.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou sobre a situação, destacando a importância de cumprir o acordo firmado com líderes partidários. Ele alertou que, caso a MP não seja aprovada, entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões em emendas parlamentares serão contingenciadas. Haddad acusou a oposição de tentar restringir o orçamento com o objetivo de prejudicar o governo e antecipar as eleições.
Estratégia do Governo
Lula e Haddad se reuniram com ministros e líderes para discutir estratégias que evitem a caducidade da MP, que perde validade às 23h59. O presidente ressaltou que os parlamentares que não analisarem a proposta estarão “votando contra o interesse” do povo brasileiro. Ele lembrou que a proposta poderia ter sido votada meses antes, mas a resistência surgiu por motivos políticos.
Haddad, por sua vez, criticou a “farra” de gastos do governo anterior, afirmando que a oposição tenta repetir estratégias eleitorais prejudiciais ao Brasil. O ministro destacou que a única exigência do governo é o cumprimento do acordo, que foi discutido em várias reuniões e envolveu concessões mútuas.
Ambos os líderes reforçaram a necessidade de um consenso no Congresso para que a MP seja aprovada, evitando assim um impacto negativo no orçamento e nos programas já estabelecidos.
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