- Michelle Bolsonaro afirmou à Reuters não ter planos de disputar cargos eletivos e que não há decisão tomada para substituição de Jair Bolsonaro nas próximas eleições.
- A rotina da família foi profundamente abalada pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, condenado a vinte e sete anos por participação em suposto plano para reverter as eleições de dois mil e vinte e dois; as medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram a imunidade e agravaram a saúde dele.
- Ela defende anistia para Jair Bolsonaro e outros condenados na mesma trama, e disse que qualquer decisão dependerá do bem‑estar da família e da vontade de Deus.
- Negou articulações políticas com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e afirmou que o maior nome da direita brasileira é seu marido.
- Michelle relatou dificuldades com a vigilância federal, citando impactos na rotina da filha e relatos de revistas frequentes no carro que a leva à escola, dizendo buscar evitar que a filha sofra mais humilhações.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reafirmou que não possui planos de concorrer a cargos eletivos no momento. Em entrevista à Reuters, ela afastou rumores sobre uma possível candidatura para substituir o marido, Jair Bolsonaro, nas próximas eleições. “Neste momento, não tenho planos de disputar, apesar do que alguns têm dito”, declarou.
A rotina da família foi profundamente abalada pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que cumpre uma pena de 27 anos por sua participação em um suposto plano para reverter o resultado das eleições de 2022. Michelle apontou que as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) têm afetado a saúde do ex-presidente, tornando-o mais vulnerável. “Essas medidas reduziram sua imunidade e pioraram sua saúde”, afirmou.
Anistia e Bem-Estar Familiar
Michelle defende uma anistia para Jair Bolsonaro e outros condenados na mesma trama. Ela é uma das figuras mais populares do bolsonarismo e, aos 43 anos, destaca-se entre os filhos do ex-presidente, que atuam como parlamentares. A ex-primeira-dama enfatizou que qualquer decisão sobre uma possível candidatura dependeria do bem-estar da família e da vontade de Deus. “Qualquer decisão exigirá o bem-estar e a integridade da minha família”, disse.
Além disso, Michelle negou articulações políticas com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, frequentemente mencionado como potencial candidato da direita. “Nunca tratei de assuntos eleitorais com o governador Tarcísio. O maior nome da direita brasileira é meu marido”, afirmou.
Dificuldades e Vigilância
Michelle também relatou as dificuldades enfrentadas pela família sob vigilância federal, comparando essa situação à “humilhação” mencionada anteriormente por Jair. Ela destacou que a rotina de sua filha é impactada, com o carro que a leva à escola sendo revistado frequentemente. “Tenho me esforçado para que ela não sofra ainda mais em meio a tantas humilhações”, concluiu.
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