- Assembleia Legislativa da Bahia decidiu manter a prisão preventiva do deputado Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, em votação secreta nesta sexta-feira, 10 de outubro de 2025.
- Ele é suspeito de liderar milícia envolvida em lavagem de dinheiro, agiotagem e tráfico de armas; a Polícia Federal aponta uso de empresas de fachada e laranjas para movimentação de recursos ilegais.
- A votação contou com a participação dos deputados Vitor Bonfim, Sandro Régis e Fabíola Mansur na contagem; a Comissão de Constituição e Justiça havia divergido sobre a compatibilidade da prisão com a Constituição.
- A Comissão destacou que a interpretação do texto constitucional adotada pela Suprema Corte brasileira justifica a manutenção da prisão preventiva, mesmo com defesa contrária.
- Binho Galinha tem histórico criminal: em 2011 foi preso por integrar quadrilha de roubos de veículos; em fevereiro de 2025 o Ministério Público da Bahia o apontou como líder de organização criminosa em Feira de Santana, mas o mandato permaneceu.
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidiu, em votação secreta realizada nesta sexta-feira, 10 de outubro de 2025, manter a prisão do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha. O parlamentar está detido sob suspeita de liderar uma milícia envolvida em atividades ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro, agiotagem e tráfico de armas.
As investigações da Polícia Federal revelaram que Binho Galinha continuou a operar seu esquema criminoso mesmo após a imposição de medidas cautelares. Ele teria utilizado empresas de fachada e laranjas para movimentar recursos ilegais. A votação foi precedida por um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alba, que, embora tenha declarado a prisão incompatível com a Constituição em um primeiro momento, não impediu a decisão final dos deputados.
Votação e Desdobramentos
O resultado da votação foi definido por um processo secreto, com a participação dos deputados Vitor Bonfim (PV), Sandro Régis (União Brasil) e Fabíola Mansur (PSB) na contagem dos votos. A CCJ destacou que a interpretação do texto constitucional adotada pela Suprema Corte Brasileira justifica a manutenção da prisão preventiva do deputado, apesar de sua defesa argumentar o contrário.
Binho Galinha não é novo no cenário criminal. Em 2011, ele foi preso por integrar uma quadrilha especializada em roubos de veículos. Desde então, sua trajetória política foi marcada por polêmicas, incluindo uma denúncia do Ministério Público da Bahia em fevereiro de 2025, que o apontou como líder de uma organização criminosa em Feira de Santana. Apesar das acusações, o deputado manteve seu mandato, sem que o Conselho de Ética da Alba instaurasse um processo disciplinar contra ele.
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