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Entidade de educação sobre Israel pressiona governo Lula com publicações em jornais brasileiros

StandWithUs Brasil veicula anúncio em Folha, Estadão e O Globo, acusando o governo Lula de omissão com reféns e famílias judias e de não designar Hamas como terrorista

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma que Israel pratica genocídio em Gaza (Foto: EFE/ André Borges)
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  • StandWithUs Brasil veiculou anúncios em jornais de grande circulação — Folha de São Paulo, Estadão e O Globo — no domingo 12, criticando o governo Lula pela omissão em relação a sobreviventes e famílias judias.
  • A campanha aponta que Lula não manteve diálogo com a comunidade judaica nos dois anos de conflito entre Israel e Hamas, nem se reuniu com brasileiros sobreviventes do massacre e famílias de vítimas.
  • Também afirma que o presidente não se pronunciou sobre o Hamas como organização terrorista, o que a entidade interpreta como descaso.
  • A StandWithUs Brasil destaca que a comunidade judaica brasileira soma cerca de 120 mil pessoas.
  • Em entrevista à Gazeta do Povo, Rafael Azamor, representante do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos para o Brasil, relata a frustração da família de Michel Nisenbaum, sequestrado e morto em 7 de outubro de 2023, pela ausência de acompanhamento oficial além de uma nota de pesar.

A StandWithUs Brasil veiculou, no domingo (12), anúncios em grandes jornais como Folha de São Paulo, Estadão e O Globo, criticando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela omissão em relação a sobreviventes e famílias judias. A campanha ressalta a falta de diálogo do presidente com a comunidade judaica ao longo dos últimos dois anos de conflito entre Israel e Hamas.

Os anúncios destacam que Lula não se reuniu com brasileiros sobreviventes do massacre do Hamas, nem com as famílias de vítimas. A entidade aponta que o presidente também não se pronunciou sobre o Hamas como uma organização terrorista, o que, segundo a organização, é um sinal de descaso. A StandWithUs Brasil enfatiza que a luta pela diversidade deve incluir a comunidade judaica, que representa cerca de 120 mil pessoas no Brasil.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Rafael Azamor, representante do Fórum das Famílias dos Sequestrados e Desaparecidos para o Brasil, expressou a frustração da família de Michel Nisenbaum, um brasileiro-israelense sequestrado e assassinado em 7 de outubro de 2023. Azamor criticou a falta de acompanhamento oficial por parte do governo, que se limitou a uma nota pública de pesar.

A família de Nisenbaum, especialmente sua filha e irmã, relatou não ter recebido qualquer retorno ou atualização do governo após a confirmação da morte. Essa ausência de comunicação deixou os familiares com uma sensação de abandono e desamparo. A StandWithUs Brasil, ao expor essas questões, busca pressionar o governo a adotar uma postura mais ativa e solidária em relação à comunidade judia e suas demandas.

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