- Em outubro de 2025, Lula enfrenta o pior desempenho no Congresso desde a redemocratização de 1988; até então, 62 de 239 matérias enviadas foram aprovadas (cerca de 25%).
- No primeiro mandato, Lula aprovou 77% das propostas; no segundo, 69%.
- O ex-presidente Jair Bolsonaro teve aproveitamento de 49%, enquanto Dilma Rousseff atingiu 69% e 65% em seus mandatos; José Sarney registrou 46% entre 1988 e 1989, ficando a terceira gestão de Lula como a única com índice inferior.
- A derrubada da Medida Provisória 1.303, conhecida como MP Taxa Tudo, evidenciou dificuldades para aprovar pautas; enviada em junho de 2025 para compensar perdas de arrecadação com a suspensão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mas retirada da pauta pelos deputados no último dia de validade, anulando as proposições.
- O cenário indica resistência crescente do Congresso às pautas do governo Lula, o que pode impactar a gestão e políticas públicas nos próximos anos.
Em seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta o pior desempenho no Congresso desde a redemocratização, em 1988. Até outubro de 2025, apenas 62 das 239 matérias enviadas foram aprovadas, representando cerca de 25%. Em contraste, no primeiro mandato, Lula conseguiu aprovar 77% das propostas, e no segundo, 69%. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve um aproveitamento de 49%, enquanto Dilma Rousseff alcançou 69% e 65% em seus mandatos.
A situação atual é ainda mais crítica, pois a média de aprovação dos presidentes após o segundo mandato de Lula é superior ao seu desempenho atual. José Sarney registrou 46% de aprovação entre 1988 e 1989, sendo a terceira gestão de Lula a única a apresentar índice inferior.
Dificuldades com o Congresso
A recente derrubada da MP 1.303, conhecida como MP Taxa Tudo, exemplifica as dificuldades do governo em aprovar pautas. A medida, enviada em junho de 2025, era considerada essencial pela equipe econômica para garantir as metas fiscais de 2026. Ela buscava compensar perdas de arrecadação com a suspensão do aumento do IOF. Apesar de mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a MP foi retirada da pauta pelos deputados no último dia de validade, fazendo com que suas proposições perdessem efeito.
Esse cenário evidencia a crescente resistência do Congresso em relação às pautas do governo Lula, que enfrenta um ambiente legislativo desafiador. As dificuldades em aprovar medidas importantes podem ter implicações significativas para a gestão e as políticas públicas nos próximos anos.
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