- O governo federal intensifica a pressão sobre o centrão para reformular as indicações na Caixa Econômica Federal, com o líder da Câmara, José Guimarães (PT-CE), informando que Gleisi Hoffmann tomará medidas contra indicados que votaram contra o governo.
- Lula pediu agilidade na reformulação da Caixa e o redesenho das indicações políticas, com foco nas nove vice-presidências e nas superintendências estaduais; a exceção é a superintendência de Inês Magalhães, ligada ao programa Minha Casa Minha Vida, indicada diretamente por Lula.
- A MP da Taxação foi rejeitada por 251 votos a 193, sem análise do mérito; Guimarães afirmou que Gleisi já se movimenta para remover alguns indicados.
- Após as mudanças, o governo busca a aprovação do Orçamento de 2026 e de três projetos essenciais, sem detalhar quais; Guimarães ressaltou que haverá preparação para as eleições de 2026 e que não apoiará candidatos que votaram contra as propostas.
- A expectativa é de reunião da equipe para discutir alternativas de aumento da arrecadação, especialmente após a redução da projeção de arrecadação de R$ 35 bilhões para R$ 17 bilhões, complicando o cenário fiscal.
O governo federal intensifica a pressão sobre o centrão, com o objetivo de reformular as indicações na Caixa Econômica Federal. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou que a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tomará medidas contra os indicados que votaram contra a administração. A determinação de Lula é reduzir a influência política do centrão nas diretorias da Caixa.
Recentemente, o governo enfrentou uma derrota significativa com a rejeição da MP da Taxação, que visava aumentar tributos e equilibrar as contas públicas até 2026. A proposta foi derrubada por 251 votos a 193, sem que o mérito fosse discutido. Guimarães revelou que Gleisi está pronta para agir, afirmando que já houve movimentações para remover alguns indicados.
Mudanças na Caixa Econômica
O foco das mudanças inclui as nove vice-presidências e superintendências estaduais da Caixa, atualmente ocupadas por indicações políticas do centrão, como PP e PL. Guimarães destacou que, embora o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, seja competente, ele está na mira das mudanças. A única exceção será a superintendência de Inês Magalhães, ligada ao programa Minha Casa Minha Vida, que é uma indicação direta de Lula.
Lula também orientou a equipe a priorizar a aprovação do Orçamento de 2026 e de três projetos essenciais, sem especificar quais. Guimarães enfatizou que, após isso, o governo deve se preparar para as eleições de 2026, deixando claro que não apoiará candidatos que votaram contra suas propostas.
A expectativa é que Lula reúna sua equipe para discutir alternativas de aumento da arrecadação, especialmente após a redução da previsão de arrecadação de R$ 35 bilhões para R$ 17 bilhões, o que complicou ainda mais o cenário fiscal do país.
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