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Lula acena a Trump, critica a direita e os gastos militares em entrevista italiana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogia encontros com Trump, critica tarifa de cinquenta por cento e gastos militares globais, defende diálogo Brasil-EUA e reforma na ONU

(Foto: André Borges/EFE)
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  • Lula elogiou a relação com Trump durante entrevista ao Corriere della Sera, destacando conversas “excelentes e amistosas”; o encontro ocorreu em Roma, onde ele participa de reuniões da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, com duas reuniões anteriores, uma em Nova York e outra por telefone, e expectativa de encontro presencial no final do mês na Malásia, na cúpula da Asean.
  • O presidente criticou as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros, afirmando que as informações políticas e comerciais do Brasil foram mal interpretadas.
  • Também criticou os altos gastos militares globais, chamados de vergonha para a humanidade, citando US$ 2,7 trilhões em 2024, e apontou que cerca de 673 milhões de pessoas passam fome no mundo, atribuindo a responsabilidade às decisões políticas.
  • Lula defendeu o sistema judicial brasileiro e a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, dizendo que a decisão serve de alerta para o Estado de Direito.
  • Por fim, pediu reformas na Organização das Nações Unidas, defendendo assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança para ampliar a pluralidade de vozes e o equilíbrio em questões climáticas e conflitos globais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a relação com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera. Lula destacou que as conversas entre os dois têm sido excelentes e amistosas, apesar das tensões comerciais entre Brasil e EUA. O encontro ocorreu em Roma, onde Lula participa de reuniões da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.

Lula mencionou que já teve duas reuniões com Trump, uma em Nova York e outra por telefone, e há expectativa de um encontro presencial no final do mês na Malásia, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O presidente brasileiro criticou as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros, afirmando que se baseiam em informações incorretas sobre a situação política e comercial do Brasil.

Críticas e Propostas

Além de buscar um diálogo mais próximo, Lula criticou os altos gastos militares globais, chamando-os de vergonha para a humanidade. Ele destacou que, enquanto os gastos militares atingiram US$ 2,7 trilhões em 2024, cerca de 673 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. O presidente argumentou que as decisões políticas são as responsáveis por essa realidade, e não a escassez de recursos.

Na entrevista, Lula também abordou a situação política no Brasil, defendendo o sistema judicial e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Lula ressaltou que a condenação deve servir como um alerta para a proteção do Estado de Direito.

Reformas na ONU

Por fim, o presidente brasileiro fez um apelo por reformas na Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo que países como o Brasil deveriam ter assentos permanentes no Conselho de Segurança. Segundo Lula, essa inclusão é essencial para garantir a pluralidade de vozes e um equilíbrio nas decisões, especialmente em questões climáticas e conflitos globais.

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