- MPF apresentou, em 7 de outubro de 2025, denúncia contra Breno Altman por racismo contra judeus, incitação e apologia ao crime; a Confederação Israelita do Brasil (Conib) classificou as postagens como racistas e antissemitas.
- A denúncia envolve registros entre 7 de outubro de 2023 e 1º de fevereiro de 2025; defesa alegou censura política e tentativa de criminalizar críticas ao governo de Israel.
- A Polícia Federal havia concluído que Altman não cometeu crime, assegurando liberdade de expressão; o jornalista, judeu, costuma criticar o governo de Israel e Netanyahu, acusando políticas de segregação nos territórios palestinos.
- A defesa afirma que críticas ao governo de Israel não equivalem a ataques ao povo judeu e aponta uso da suposta confusão entre antissionismo e antissemitismo para silenciar o jornalista.
- A Conib sustenta que as postagens normalizam atos terroristas e cita definição de antissemitismo rejeitada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) em julho de 2025; para virar ação penal, a Justiça precisa aceitar a denúncia.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, em 7 de outubro de 2025, uma denúncia contra o jornalista Breno Altman por racismo contra judeus, incitação e apologia ao crime. A ação foi solicitada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), que considerou as postagens de Altman em redes sociais como racistas e antissemitas. A data da denúncia coincide com o segundo aniversário do ataque do Hamas a Israel.
A investigação anterior da Polícia Federal concluiu que Altman não cometeu crime, exercendo apenas sua liberdade de expressão. O jornalista, que é judeu, frequentemente critica o governo de Israel e seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusando-os de implementar políticas de segregação nos territórios palestinos. O procurador Maurício Fabretti argumentou que as publicações entre 7 de outubro de 2023 e 1º de fevereiro de 2025 contêm discurso de ódio.
Defesa de Altman
A defesa de Altman refutou as acusações, alegando que a denúncia representa uma censura política e uma tentativa de criminalizar críticas ao governo israelense. Em nota, afirmaram que a confusão entre antissionismo e antissemitismo está sendo utilizada para silenciar o jornalista e obstruir críticas legítimas à política israelense. Além disso, a defesa enfatizou que criticar o governo de Israel não é o mesmo que atacar o povo judeu.
A Conib, por sua vez, sustenta que as postagens de Altman normalizam atos terroristas e fazem referência a uma definição de antissemitismo que foi rejeitada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) em julho de 2025. Para que a denúncia do MPF se torne uma ação penal, ela precisa ser aceita pela Justiça.
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