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Cármen Lúcia corrige advogado durante fala sobre voto impresso

Cármen Lúcia afirma que STF não cogitou voto impresso e reforça inconstitucionalidade durante julgamento do núcleo quatro, nesta terça

Nova intervenção: Cármen Lúcia, durante julgamento na Primeira Turma do STF. A ministra usou a palavra para defender que o TSE jamais cogitou a ideia de voto impresso.
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  • Durante o julgamento do núcleo 4 nesta terça-feira, 14 de outubro, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, reiterou a inconstitucionalidade do voto impresso.
  • A intervenção ocorreu após a sustentação oral do advogado Melilo Dinis, que defendeu Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
  • Melilo afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia considerado a impressão do voto, mas Cármen Lúcia corrigiu, dizendo que nunca houve cogitação sobre o tema pela Corte Eleitoral.
  • A ministra destacou que a liberdade de expressão permite discutir o assunto, mas mostrou que, em certos contextos, isso pode gerar confusão e deslegitimar o sistema eleitoral.
  • Em julgamento anterior, no dia 2 de setembro, Cármen Lúcia já havia criticado o uso indiscriminado dos termos “voto impresso” e “voto auditável”, reiterando que o sistema é auditável e que esse desencaixe pode confundir a população.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reiterou a inconstitucionalidade do voto impresso durante o julgamento do núcleo 4, realizado nesta terça-feira, 14 de outubro. A intervenção ocorreu após a sustentação oral do advogado Melilo Dinis, que defendeu Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

Melilo afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia considerado a impressão do voto, mas Cármen Lúcia corrigiu a informação, enfatizando que nunca houve cogitação sobre o tema na Corte Eleitoral. A ministra destacou que a liberdade de expressão permite a discussão sobre o assunto, mas alertou que, em certos contextos, isso poderia gerar confusão e deslegitimar o sistema eleitoral.

Reafirmação de Posições

Essa não foi a primeira vez que Cármen Lúcia se posicionou sobre o voto impresso. Em um julgamento anterior, no dia 2 de setembro, ela já havia criticado o uso indiscriminado dos termos “voto impresso” e “voto auditável” por advogados. Na ocasião, a ministra argumentou que o sistema eleitoral atual é auditável e que as tentativas de associar essa característica à impressão do voto poderiam confundir a população.

As discussões sobre o voto impresso foram mencionadas nas acusações da Procuradoria Geral da República (PGR), que vê essas pautas como parte de um plano para deslegitimar o processo eleitoral. Cármen Lúcia, ao defender a integridade do sistema, reafirma a posição do STF e busca esclarecer a importância da confiança pública nas eleições.

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