- A eleição presidencial de 12 de outubro nos Camarões teve nove candidatos, com mais de 8 milhões de eleitores aptos; os resultados oficiais ainda não foram divulgados pela Comissão Eleitoral (Elecam), que promete apresentar os números até 26 de outubro.
- Issa Tchiroma Bakary declarou-se vencedor em vídeo divulgado nas redes sociais e pediu que Paul Biya aceite o fim de seu mandato de 43 anos.
- Tchiroma lidera a Frente pela Salvação Nacional dos Camarões (FSNC) e conta com o apoio da coalizão de opositores União pela Mudança.
- Biya, no poder desde os anos 1980, é criticado por gestão autoritária; em 2018 a oposição foi reprimida, com prisões de integrantes da campanha de Maurice Kamto.
- O ministro da Administração Territorial, Paul Atanga Nji, afirmou que divulgar resultados é linha vermelha, evidenciando a fragilidade do ambiente político no país.
A eleição presidencial de 12 de outubro nos Camarões gerou grande expectativa, especialmente com a declaração de vitória de Issa Tchiroma Bakary, líder da oposição. Ele pediu ao presidente Paul Biya, que governa há 43 anos, que aceite o fim de seu mandato. A declaração foi feita em um vídeo nas redes sociais, onde Tchiroma afirmou: “Nossa vitória é clara, deve ser respeitada.”
Os resultados oficiais ainda não foram divulgados pela Elecam, a comissão eleitoral do país, que promete apresentar os números até 26 de outubro. A eleição foi disputada por nove candidatos e, embora mais de 8 milhões de cidadãos estivessem aptos a votar, a taxa de comparecimento permanece desconhecida. Tchiroma, que se distanciou de Biya em junho, agora lidera o Frente pela Salvação Nacional dos Camarões (FSNC) e conta com o apoio da União pela Mudança, uma coalizão de partidos opositores.
Contexto Político
Biya, o presidente mais velho do mundo, tem enfrentado críticas por sua gestão autoritária, que inclui repressão a opositores e descontentamento social. Em 2018, o candidato da oposição Maurice Kamto declarou-se vencedor e foi preso, com muitos de seus apoiadores sendo detidos. Tchiroma, que já foi aliado de Biya e ocupou cargos ministeriais, enfatizou em seu manifesto eleitoral a necessidade de um período de transição de três a cinco anos para reconstruir o país, que, segundo ele, foi devastado pela administração atual.
A situação política nos Camarões é tensa, com a expectativa de como Biya reagirá à declaração de Tchiroma. O ministro da Administração Territorial, Paul Atanga Nji, ressaltou em coletiva que a divulgação dos resultados é uma linha vermelha a não ser cruzada, indicando a fragilidade do ambiente político.
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