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Réu do 8 de janeiro é solto por falha judicial

Alexandre de Moraes concede liberdade provisória a Divanio Natal Gonçalves; Procuradoria-Geral da República reconhece erro; Justiça de Minas Gerais explicará em dois dias

Erro judicial: Alexandre de Moraes, durante o julgamento de Jair Bolsonaro. O ministro reconheceu erro da justiça e mandou soltar um dos réus do 8 de janeiro. (Foto: Andre Borges/EFE)
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  • Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, concedeu liberdade provisória a Divanio Natal Gonçalves, preso desde abril de 2025, após reconhecer erro judicial.
  • O caso se conecta aos episódios de 8 de janeiro, quando o réu foi considerado foragido por não comparecer a um juízo em Minas Gerais, devido a falhas na comunicação da Justiça local.
  • A Vara de Execuções Penais de Uberlândia informou que Divanio não estava em casa, o que resultou na transferência de vara; a defesa afirma que ele comparecia semanalmente ao fórum e que houve erro administrativo envolvendo assinatura em andar diferente.
  • A Procuradoria-Geral da República também reconheceu falhas na condução do caso; Moraes determinou que a Justiça de Minas Gerais apresente explicações em dois dias; mesmo com a liberdade, o réu descumpriu medidas cautelares, incluindo a remoção da tornozeleira eletrônica.
  • A advogada Tanieli Telles criticou o tratamento dado aos réus do 8 de janeiro, chamando os erros de grotescos e diabólicos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, concedeu liberdade provisória a Divanio Natal Gonçalves, preso desde abril de 2025, após reconhecer um erro judicial. A decisão ocorreu em meio a um caso que remete aos acontecimentos de 8 de janeiro, quando o réu foi considerado foragido por não comparecer a um juízo em Minas Gerais.

A desobediência à ordem de comparecimento foi atribuída a falhas na comunicação da Justiça mineira. A Vara de Execuções Penais de Uberlândia informou que Divanio não estava em sua residência, levando à sua transferência para outra vara. A defesa do réu alegou que ele comparecia semanalmente ao fórum e que um erro administrativo, em que uma atendente pediu que ele assinasse um documento em um andar diferente, gerou confusão sobre sua presença.

Reconhecimento do Erro

A Procuradoria-Geral da República também admitiu as falhas na condução do caso. Moraes determinou que a Justiça de Minas Gerais apresente explicações em um prazo de dois dias. Em sua decisão, o ministro observou que, apesar da liberdade, Divanio havia descumprido medidas cautelares, incluindo a remoção da tornozeleira eletrônica.

A advogada Tanieli Telles, que defende o réu, criticou o tratamento dispensado aos réus do 8 de janeiro, considerando os erros como “grotescos” e “diabólicos”. A situação levanta questões sobre a eficácia e a justiça do sistema judiciário em casos complexos e politicamente sensíveis.

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