- A Procuradoria-Geral da República pediu a reabertura do inquérito sobre a suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, após mais de um ano sem novas movimentações, conforme o pedido feito em 15 de outubro de 2025.
- O inquérito teve início em 2020, quando o ex-ministro da Justiça Sergio Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir nas investigações para proteger aliados.
- Em abril de 2022, a Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal que não havia evidências suficientes para indiciar Bolsonaro. Lindôra Araújo defendia o arquivamento, e o ministro Alexandre de Moraes pediu nova avaliação da Procuradoria-Geral da República em maio de 2024.
- A atual PGR, sob Gonet, pleiteia a ampliação da investigação para verificar possível relação entre a interferência e atividades de inteligência, incluindo uso de estruturas do Estado e obtenção de dados de forma clandestina.
- O pedido também aponta a possível existência de uma “organização criminosa” envolvida e menciona depoimento de Bolsonaro em 2021 negando buscas por informações sigilosas, mantendo o caso em foco diante de desdobramentos potenciais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a reabertura do inquérito sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). O pedido foi feito nesta quarta-feira, dia 15 de outubro de 2025, após mais de um ano sem novas movimentações no caso. A investigação teve início em 2020, quando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, acusou Bolsonaro de tentar interferir nas investigações para proteger aliados.
Em abril de 2022, a PF comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não havia evidências suficientes para indiciar Bolsonaro. A então vice-procuradora-geral, Lindôra Araújo, defendeu o arquivamento do caso, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu uma nova avaliação da PGR em maio de 2024. Agora, o atual procurador-geral, Gonet, pleiteia a ampliação da investigação, considerando possíveis vínculos entre a interferência e atividades de inteligência.
Ampliação da Investigação
Gonet solicitou que a PF investigue se a suposta interferência de Bolsonaro está relacionada a uma “organização criminosa” que teria realizado ataques sistemáticos a autoridades e instituições. O procurador destacou a necessidade de averiguar se houve tentativas de interferência nas investigações, utilizando estruturas do Estado e obtendo dados sensíveis de forma clandestina.
O ex-presidente já havia prestado depoimento em 2021, negando as acusações de busca por informações sigilosas. Ele argumentou que a troca na direção da PF foi motivada pela “falta de interlocução” com o então diretor-geral, Maurício Valeixo. No entanto, essa exoneração gerou um embate público entre Bolsonaro e Moro, culminando na saída do ministro do governo e na abertura do inquérito.
Contexto Atual
Após a conclusão da PF em março de 2022, que não encontrou provas suficientes para indiciar Bolsonaro, o caso parecia encerrado. Contudo, com o novo pedido da PGR, a investigação poderá ser reavaliada, o que pode trazer novos desdobramentos para o ex-presidente e seu círculo próximo. O cenário político continua tenso, e a repercussão deste pedido poderá impactar a relação entre as instituições.
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