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Motta afirma não ver culpa de Bolsonaro pelo 8/1 e pelo suposto golpe

Hugo Motta diz que Jair Bolsonaro pode ter atuado apenas com conivência nos atos de 8 de janeiro; generais teriam interesse em retomar o poder, e Motta definirá apoio a 2026 após o partido

Presidente da Câmara vê que Bolsonaro pode ter tido papel de conivência com manifestantes, mas não de atuação
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  • Hugo Motta (Republicanos-SP) comentou a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo STF, que o condenou a 27 anos por suposto envolvimento em golpe após as eleições de 2022, e disse que Bolsonaro pode ter atuado por conivência, não de forma direta.
  • O presidente da Câmara afirmou que a ação de golpe pode ter vindo de oficiais do Exército e de cidadãos insatisfeitos, e que Bolsonaro estava fora do Brasil durante os fatos; ressaltou a necessidade de diferenciar conivência de atuação.
  • Sobre os atos de 8 de janeiro, Motta disse que nem todos os participantes tinham a intenção de golpe e citou o PL da Dosimetria, que revisa penas, destacando a importância de distinguir papéis centrais de ações impulsivas.
  • Em relação a 2026, Motta disse que decidirá seu apoio após o partido definir posição, e o advogado é do mesmo partido do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), candidato ao Planalto, possivelmente enfrentando Lula (PT).
  • O congressista também criticou a atuação à distância de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmando que a presença física é essencial para o mandato; as faltas estão registradas e sendo tratadas pelo regimento.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-SP), comentou sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o sentenciou a 27 anos de prisão por suposto envolvimento em um golpe após as eleições de 2022. Em entrevista à GloboNews, Motta destacou que acredita que Bolsonaro pode ter tido um papel de conivência, mas não de atuação direta nos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Motta argumentou que a verdadeira intenção de um golpe poderia ter vindo de alguns oficiais do Exército e de cidadãos insatisfeitos com os resultados eleitorais. Ele enfatizou que “não tem como você dar um golpe estando em outro país”, referindo-se ao fato de que Bolsonaro estava fora do Brasil durante os acontecimentos. O presidente da Câmara também afirmou que é necessário diferenciar entre os papéis de conivência e de atuação para evitar injustiças na análise da participação de Bolsonaro.

Análise dos Eventos de 8 de Janeiro

O presidente da Câmara destacou que não todos os participantes dos atos de 8 de janeiro tinham a intenção de promover um golpe de Estado. Para Motta, é um exagero afirmar que todos estavam organizados para essa finalidade. Ele mencionou a proposta do PL da Dosimetria, que visa revisar as penas aplicadas aos condenados, ressaltando a importância de distinguir aqueles que tinham um papel central na organização dos eventos e os que agiram impulsivamente.

Motta também se posicionou sobre sua futura escolha para as eleições presidenciais de 2026, afirmando que decidirá seu apoio após seu partido definir sua posição. Ele é do mesmo partido do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que é um forte candidato ao Planalto, possivelmente enfrentando uma reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, Motta criticou a atuação à distância de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), afirmando que a presença física é essencial para o exercício do mandato. Ele reiterou que as faltas do deputado estão sendo registradas e que a situação está sendo tratada conforme o regimento da Câmara.

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