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Oposição critica indústria da multa e aciona o Ministério Público contra pedágios de fluxo livre em São Paulo

Oposição leva ao Ministério Público acusações de indústria da multa contra o free flow; prevê 58 pedágios até 2030 e 16 novas instalações em 2025

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • O sistema de cobrança automática livre de cancelas, o free flow, está sendo implementado em São Paulo, com expectativa de cinquenta e oito pedágios ativos até dois mil e trinta; hoje operam três pórticos e até dois mil e vinte e cinco devem ser concluídas dezesseis novas instalações, sendo o primeiro pedágio urbano na Marginal Tietê pela concessionária CCR-RioSP na Via Dutra.
  • Parlamentares da oposição planejam levar ao Ministério Público acusações de “indústria da multa”, discutindo a constitucionalidade do sistema e o impacto financeiro sobre motoristas que já pagam IPVA; as autuações podem chegar a cento e ninety‑five reais e levar à perda de cinco pontos na CNH.
  • Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres apontam que, desde a implementação do free flow na rodovia Rio-Santos, em março de dois mil e vinte e três, foram emitidas mais de um milhão de multas, com arrecadação superior a R$ 78 milhões.
  • Os opositores alegam que a sinalização inadequada contribui para autuações automáticas, prejudicando condutores desavisados e sem informação suficiente sobre o sistema.
  • As críticas destacam a necessidade de estudos de impacto sobre o free flow, sobretudo quanto ao superendividamento de motoristas, e requerem que as secretarias responsáveis avaliem as consequências da implementação.

O sistema de cobrança automática livre de cancelas, conhecido como free flow, está em fase de implementação em São Paulo, com previsão de 58 pedágios ativos até 2030. Atualmente, apenas três pórticos estão em operação, mas até 2025, 16 novas instalações devem ser concluídas. O primeiro pedágio urbano da região metropolitana, sob concessão da CCR-RioSP, será na Marginal Tietê, cobrando motoristas que acessarem a Via Dutra.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência. Parlamentares da oposição, incluindo a deputada estadual Ediane Maria e o vereador Raul Marcelo, planejam levar ao Ministério Público acusações de “indústria da multa”. Eles questionam a constitucionalidade do sistema e o impacto financeiro sobre os motoristas, que já pagam o IPVA anualmente. As multas por não pagamento da tarifa podem chegar a R$ 195 e resultar na perda de cinco pontos na CNH.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), desde a implementação do free flow na rodovia Rio-Santos em março de 2023, foram aplicadas mais de um milhão de multas, resultando em arrecadação superior a R$ 78 milhões. Os opositores alegam que a falta de sinalização e informação adequada contribui para autuações automáticas, prejudicando motoristas desavisados.

Críticas e Repercussões

Os parlamentares criticam as novas tarifas como “injustificáveis”. Marcelo destaca que muitos motoristas não são informados sobre o sistema, o que resulta em autuações inesperadas. A deputada Ediane Maria reforça a necessidade de estudos de impacto sobre o free flow, especialmente em relação ao superendividamento dos condutores. A representação pede que as Secretarias de Parcerias em Investimentos e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística analisem as consequências da implementação deste sistema.

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