- A Dominion Voting Systems, fornecedora de máquinas de votação utilizada em 27 estados dos EUA, foi adquirida por Scott Leiendecker, ex-operador do Partido Republicano, e rebatizada como Liberty Vote.
- A mudança visa 100% de propriedade americana, foco em cédulas em papel e auditorias independentes, como forma de restaurar a confiança após acusações de manipulação nas eleições de 2020.
- Especialistas em integridade eleitoral contestam a viabilidade das promessas e não há detalhes sobre como será a substituição do software hoje desenvolvido na Sérvia e no Canadá, incluindo a possível reescrita de centenas de milhares de linhas de código.
- Philip Stark, professor de estatística da UC Berkeley, critica as auditorias independentes, dizendo que elas não garantem a integridade se a configuração da máquina for alterada após o pente fino.
A Dominion Voting Systems, fornecedora de máquinas de votação utilizada em 27 estados dos EUA, foi adquirida por Scott Leiendecker, ex-operador do Partido Republicano. A compra foi anunciada na última semana e resultou no rebranding da empresa para Liberty Vote. A mudança visa restaurar a confiança pública após as alegações de manipulação nas eleições de 2020, feitas por apoiadores de Donald Trump.
A nova administração promete 100% de propriedade americana, um foco em cédulas em papel e auditorias independentes. No entanto, especialistas em integridade eleitoral expressam ceticismo quanto à viabilidade dessas promessas. Leiendecker, que também é CEO da Knowink, enfatizou o compromisso com a contratação e desenvolvimento de software nos EUA, mas não detalhou como isso será implementado.
Desafios de Implementação
A antiga estrutura da Dominion, com software desenvolvido na Sérvia e no Canadá, levanta questões sobre a substituição de programadores estrangeiros. A Liberty não esclareceu se reescreverá o código existente, que pode conter centenas de milhares de linhas. Um representante anônimo da Liberty afirmou que Leiendecker está comprometido com a mão de obra doméstica, mas a falta de informações concretas gera incertezas.
Philip Stark, professor de estatística da UC Berkeley, critica a promessa de auditorias independentes, afirmando que elas não garantem a integridade das eleições. Ele alertou que auditorias de software não podem assegurar que uma máquina não foi comprometida, uma vez que as configurações podem ser alteradas após a auditoria.
Expectativas Futuras
A Liberty anunciou que realizará uma revisão independente de seu software e equipamentos antes das eleições de meio de mandato em 2026. Contudo, Stark e outros especialistas consideram essa meta irrealista, dada a complexidade e os custos envolvidos na certificação de novos sistemas de votação. Além disso, mudanças significativas em sistemas de votação podem ser limitadas por leis estaduais que restringem atualizações próximas a períodos eleitorais.
Com a nova direção, a Liberty Vote enfrenta o desafio de reconquistar a confiança do público e garantir a integridade do processo eleitoral americano.
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